13/10/2014

Os Mortos Vivos - Mês de Halloween - The Walking Dead - A Ascensão do Governador


The Walking Dead - o seriado que me conquistou desde o primeiro episódio e que conseguiu me fazer (quase) odiá-lo a partir da quarta temporada. Agora resolvi arriscar uma olhada no primeiro livro da série, que busca apresentar um personagem único e polêmico do seriado - O Governador.

Sugestão: Desça até o fim da página e ouça o tema de abertura enquanto lê a postagem! Clique no primeiro vídeo.

Concordo com alguns comentários que vi sobre a ideia de contar outra história usando uma mídia diferente (os livros) ao invés de usar os quadrinhos (Hq's) e o seriado na Tv (da AMC). Eu acho interessante contar a história de jogos, como os seguidores do blog já devem ter visto meus comentários aqui, como Assassin's Creed e God Of War. Mas nesse caso, como dar aos fãs algo diferente? E pra quem já assistiu ao seriado, o que há de novo nos livros? E eis que aproveitam essa mídia diferente para atrair novos fãs e para firmar os fãs do seriado.

Nunca li as Hq's, mas sempre tive um apreço por essa temática, desde a infância (aproveitando a proximidade do dia das crianças!), quando assisti pela primeira vez A volta dos Mortos Vivos no Cinema em Casa - do SBT (inclusive quero encontrar depois o livro do Peter Straub sobre esse tema pra conhecer também). Depois com Resident Evil nos vídeo-games e filmes e agora com The Walking Dead, que apresenta uma atmosfera totalmente diferente e original dessa mesma temática.

Como sempre vou colocar a sinopse do livro aqui e vou evitar spoilers, pois acho que, assim como eu, as pessoas procuram as opiniões de blogueiros sobre os livros justamente porque estão interessados em comprar pra ler, e se num comentário meu tiver spoiler, é sacanagem!

"No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como "Vilão do ano", ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação. Originalmente, The Walking Dead é uma série de quadrinhos publicada desde 2003 e vencedora do Eisner Award. Em 2010, os quadrinhos foram adaptados para o seriado homônimo The Walking Dead já bateu diversos recordes de audiência nos Estados Unidos e foi finalista em várias categorias no 68º Golden Globe Awards, incluindo Melhor Série Dramática de TV."

Comentários: O livro começa com a história mais ou menos no início da praga, quando ficamos nos perguntando onde tudo começou e se isso vai ser revelado em algum momento. A família Blake (dois irmãos e uma menina), juntamente com dois amigos, saem em busca de sobrevivência. Saem à procura de um local onde dizem haver um campo de refugiados, acreditando serem apoiados pelo exército ou pelo governo. Isso me parece um clichê de filmes e histórias com essa temática, mas acaba sendo desenvolvido de outra forma.

O livro inteiro passa um ar de esperança, ao mesmo tempo que ficamos pensando que tudo está perdido e o fim chegou realmente. É uma mistura. O mistério deixa cada página e cada fim de capítulo mais emocionante. Os personagens únicos e bem trabalhados atiçam a curiosidade e pra quem já assistiu ao seriado, é um prato cheio pra tentar decifrar quem é quem e tentar absorver mais ainda da história.

É bem o que imaginamos que ocorreria se o apocalipse zumbi (Ooooh! O Apocalipse Zumbi!  ¬¬) realmente acontecesse. Pessoas saindo em busca de um local seguro, comida e uma vida "normal" em meio ao caos. Mas ainda assim, Robert Kirkman cria uma atmosfera diferente e única do que pensamos ser um clichê e um tema quase que totalmente explorado, e eu acabei entendendo o porquê de tanto sucesso. É genial.

A emoção é trabalhada a cada página, juntamente com o medo, o mistério e a curiosidade sendo atiçadas a cada palavra. É característico do gênero de terror, e eu adoro.

O final me surpreendeu muito! É característica minha ler ou assistir a um filme ou seriado e ficar tentando adivinhar o que acontece depois, e eu gosto muito quando a história me surpreende e eu fico pensando - como eu não pude pensar nisso antes? - e é isso que aconteceu. Lá pela página 300 eu fiquei um pouco entediado com a história, achando que não se desenvolvia, e até achando que tudo talvez tivesse sido resolvido e tal, mas é aí que a mágica acontece. Nas últimas páginas você ver tudo acontecendo e se formando, e começar a entender o porquê disso ou o porquê daquilo. Foi muito emocionante! E é por isso que eu gosto muito de ler o gênero terror. Ele me atiça a curiosidade, me causa medo, até tenho alguns pesadelos às vezes, mas era por isso que eu assistia aos filmes de terror no Cine Trash da Band quando era criança (e a nostalgia se faz presente em cada citação desse meu texto!), e eu creio que é por isso que quem ama o gênero terror não consegue desgrudar desse tipo de livro. É por isso que li O Exorcista, Drácula (Bram Stoker), A Maldição do Cigano e continuo procurando livros desse tipo.

Recomendo a leitura de The Walking Dead. Recomendo a leitura completa, pois sempre que acho que um livro começa a "enrolar" muito, leio até o final, pois acredito que nas últimas páginas algo de surpreendente acontecerá. Falei mais do gênero terror e dos mortos vivos do que do livro em si, mas é bem essa a proposta desses meus comentários no blog: abranger mais do que um livro, um filme, um seriado - tentando juntar várias experiências e opiniões em buscar realmente entender o significado dessas histórias, e as emoções que elas nos causam.

Abaixo, duas versões do tema de abertura do seriado e uma versão estendida de 10 horas. Essa é uma das músicas mais marcantes que já vi. Um verdadeiro espetáculo e simplesmente tudo a ver com a proposta de Robert Kirkman.




Aproveitem a semana do saco cheio!
Me dei o desafio de ler só terror nesse mês de outubro. Estão me esperando aqui, nada mais nada menos que Carrie, A Estranha - de Stephen King, Bento - do André Vianco e Sangue de Lobo - de Helena Gomes e Rosana Rios, além de mais um conto de H. P. Lovecraft numa coletânea da editora Martin Claret.

Obrigado a todos que seguem o blog!



Fabiano Lobo

23/09/2014

A Queda dos Reinos - Morgan Rhodes


E hoje estou aqui pra falar desse livro que me tirou o sono, e me proporcionou alguns dias de divertimento e curiosidade. A Queda dos Reinos, de Morgan Rhodes. Pra começar e pra evitar spoilers, vou colocar a sinopse aqui:

"Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado.

Em A queda dos reinos, Morgan Rhodes constrói uma mitologia complexa e fascinante, que mistura amor proibido, intrigas políticas e profecias milenares. Narrado pelos pontos de vista dos quatro protagonistas, este é o primeiro volume da série."


Esse livro é muito bom!
Cheio de profecias, cavaleiros, princesas e magia. A cada página do livro algo diferente e uma possibilidade nova. Me pareceu um filme muito bem bolado, com cada cena com seu próprio impacto e que deixa aquela curiosidade.


O livro rende, a história é contada sem delongas e sem enrolação. A cada página você percebe tudo acontecendo, sem aquelas descrições enormes e sem aqueles personagens clichês, como vemos em filmes e histórias antigas. Me apaixonei pelos personagens e pela história, que conta com artefatos poderosos, bruxas maldosas e heróis corajosos. Bem do jeito que uma história de fantasia medieval deve ser.

Sobre a comparação com os livros de Game Of Thrones, não posso comentar sobre isso, pois só vi as duas primeiras temporadas do seriado, mas ainda não li nenhum livro. Talvez por causa de mortes e acontecimentos que fazem desmoronar tudo o que o leitor pensava que fosse acontecer, ou talvez pela frieza de alguns personagens, enfim, quando eu ler os livros da série, comento aqui e faço uma comparação se achar que é plausível.

O livro mostra os pontos de vista de quatro personagens principais e as histórias vão se entrelaçando ao longo do livro. A narrativa é em formato de narrador não-participante, apesar disso, mas não deixa de mostrar um pouco do pensamento de cada um, deixando aquela curiosidade e uma vontade de conhecer melhor cada personagem e o desenvolvimento dos mesmos ao longo da história.

Eu gostei de todas as capas, apesar de ser um pouco de moda agora ter um encapuzado na capa do livro, e apesar de todas as três capas disponíveis terem um personagem encapuzado.
Essa é uma série de 4 livros e o terceiro livro será lançado no Brasil, pela Companhia das Letras, selo Seguinte, em dezembro de 2014. 4 é um número interessante pra essa série, já que é o número de personagens principais e pontos de vista diferentes. Pra um livro cheio de profecias e magia, é algo interessante de se fazer.


Abaixo, as capas dos 2 livros já lançados no Brasil e a capa do terceiro, ainda em inglês:

Recomendo muito o primeiro livro e estou louco pra ler o restante da série.

P.s.: A título de curiosidade, Morgan Rhodes é o Pseudônimo de Michelle Rowen, que escreve "Romances Paranormais" (ou Romance Sobrenatural), Fantasia Young Adult e Fantasia Urbana.
Aqui um site falando de todas as séries que ela já escreveu (em inglês) e aqui o site oficial da escritora.

Atualizando: Encontrei o site da série na internet, em inglês. Clique aqui para ver.

Fabiano Lobo

12/09/2014

Assassin's Creed - Renegado - o título do livro não é digno



Bom dia, Boa tarde, Boa noite!
Completei minha coleção do Assassin's Creed comprando o último livro que faltava na 23ª Bienal do Livro em SP e acabo de ler o Renegado, que era justamente o último que faltava.


Só pra constar, Nota 3,0 no Skoob, e agora explicarei o porquê.

Comentários:

Livro físico: Bom, o livro em si continua com uma diagramação legal, as capas sempre marcantes e o acabamento em geral bem bonito, tal como as versões anteriores. Chamativo. Desperta curiosidade.

Escrita: A escrita de Oliver Bowden mudou completamente nesse livro. Não sei se a ideia dele era tentar deixá-la mais parecida com a escrita da época em que se passa o livro, mas eu não gostei nem um pouco. Nos outros livros da série ele sempre utilizou uma linguagem simples, de fácil entendimento, mesmo quando os personagens contavam a história, pois em um dos livros usou como narrador um personagem, o que não acontece com os outros livros da franquia. Mas nesse, ele resolveu escrever em formato de diário. Pra mim, o único livro que deu certo escrevendo em forma de diários foi o Drácula, de Bram Stoker, mas o entendimento desse dependia de vários diários de várias pessoas diferentes, juntamente com cartas, notícias de jornal e outros escritos mais de cada personagem, e cada um com sua característica marcante na própria escrita.

Já no Assassin's Creed Renegado, o autor mostra uma história contada pelo ponto de vista do personagem principal, Haytham Kenway, que mesmo depois de muito tempo lutando pela sua ordem, se mostra totalmente inexperiente, o que acaba tirando um pouco do gosto da leitura. Além do mais, o personagem tem a mesma forma de descrever os fatos quando tinha oito anos de idade e quando se tornou um idoso. Convenhamos, pode ser que a educação daquela época favorecia o aprendizado das crianças como "mini-adultos" e tal, mas a própria forma de escrever e de pensar de uma pessoa muda muito ao longo dos anos, principalmente após vitórias e derrotas, após perdas e após passar por perigos, o que está presente em todas as histórias da franquia. Portanto, a escrita de Oliver Bowden me decepcionou nesse livro. Acho que ele foi infeliz ao tentar escrever um livro da forma proposta. Sem descrever várias batalhas que seriam de tirar o fôlego, sem descrever assassinatos ou até mesmo o sentimento do personagem enquanto os executa, sem descrever nada direito. Quando se escreve pelo ponto de vista de algum personagem, é necessário ressaltar suas emoções, seus sentimentos, suas opiniões a respeito do que está acontecendo. Tudo isso deve transparecer na fala ou escrita de um personagem que conta a história, e nesse livro, infelizmente, isso não aconteceu.

A história: Ah! Sobre a história! Vou evitar dar spoilers, deixando até um pouco de curiosidade no ar.
A história não tem nada a ver com o título. Só isso. Não tem nada a ver com a série, com a franquia, e pelo que vi e meu irmão comentou comigo, não tem nada a ver nem com o jogo (porque ainda não joguei esse jogo, na verdade joguei um pouco do primeiro, que conta a história de Altaïr e um pouco do Bandeira Negra, porque achei interessante algumas novidades acrescentadas).


A história, assim como a história do Bandeira Negra, foge totalmente do Credo dos Assassinos, que fica sendo algo à parte, um plano de fundo, o que eu não acho que seria interessante fazer nessa franquia, pois é uma cronologia, apesar de um livro não depender do outro, pelo menos à partir desse. Ou seja, o que o Credo dos Assassinos tem feito por todos esses anos que não são descritos nos livros?

Qual impacto teve a jornada de Ezio Auditore ou os ensinamentos de Altaïr nos anos descritos nos livros Renegado e Bandeira Negra?


Eu quero saber o que acontece!!!

Bom, pra evitar maiores spoilers, vou parar por aqui nos comentários sobre a história.


Resultado (como eu já havia comentado antes): Nota 3,0 no Skoob, e com a consciência pesada, pois os outros mereceram Notas 4 ou 5, apesar de o Bandeira Negra também ter sido avaliado em 3.

Não gostei, e estou pensando seriamente em desistir dessa coleção, pois acho que as histórias estão ficando cada vez mais escassas, e o dinheiro está falando mais alto pros produtores da franquia. Vem vindo aí mais um livro sobre o jogo e estou com medo, pois a cada jogo a história é estragada mais um pouco, sendo deixada de lado, o que infelizmente não é bom pra quem gosta dos livros, mas talvez seja pra quem admira os jogos.

Obrigado a todos os seguidores do Blog! Espero que gostem e postem seus comentários e suas opiniões sobre a franquia de livros baseado nesse jogo espetacular!

P.s.: Esse não é o Edward Kenway que conheci em Bandeira Negra...

Fabiano Lobo


07/08/2014

Livro em andamento...



Hoje estou passando aqui pra dizer que meu tão sonhado livro de poesias pode agora sair. Provavelmente ainda esse ano estará em mãos! Organizado com mais de 40 poesias de minha autoria e estruturado de uma forma totalmente diferente e interessante, pra que você leia e tenha o prazer de fazer isso até o final do livro!



Obrigado a todos que contribuíram pra que tudo isso pudesse chegar onde chegou!
Aguardem...











Fabiano Lobo

16/02/2014

Sobre A Culpa é das Estrelas - John Green



               
 Acabei de ler agora esse livro do qual todos falam e que eu tinha ficado curioso pra ver com meus próprios olhos a história, pra poder tirar minhas próprias conclusões.
                E minha conclusão: É uma obra de arte!

                Citando Hazel Grace diretamente: “Pra acabar com o suspense”, eu gostei muito do livro, apesar dos pontos apontados por quem já leu o livro como sendo extremamente tristes e tal. Agora os comentários, sem spoilers, porque acredite, você não vai querer saber nada sobre o final da história enquanto estiver lendo os primeiros capítulos do livro.

                O autor nos presenteia com uma história extremamente bonita e realista, com personagens marcantes e únicos, com situações difíceis e inusitadas, construídas da melhor maneira possível. Os personagens possuem manias e costumes que ficam evidentes durante a história e que nos cativam, pelo simples fato de serem pessoas comuns, querendo ser pessoas comuns. Me identifiquei muito com as falas da narradora, na qual John Green colocou um pouco de cada adolescente que vive nesse mundo, com cada sentimento descrevendo a situação pela qual milhares de pessoas passam durante toda a sua vida, juntamente com a família e amigos.

                Como comentei com uma amiga certa vez, a escrita é gostosa. O livro é gostoso de se ler. Você lê rapidinho, quer sempre saber o que vem depois e, nem percebe o quanto sua leitura evoluiu, justamente pela forma simples como o livro foi escrito e a forma como nos identificamos com as falas e os personagens. Provavelmente por causa de algumas paixões e manias que os personagens tem e que eu tenho também. Talvez pelo quanto identifiquei meu próprio relacionamento com alguns pontos do amor entre os personagens, talvez pelo fato de esse livro ter constantemente me levado a pensar na vida e no quanto ela vale, no quanto somos felizes e tristes a todo tempo, no quanto as coisas boas e ruins podem acontecer conosco a qualquer hora e em qualquer lugar. O autor é realista em todas as declarações. E o livro é extremamente poético. Os personagens enxergam um sentido na vida de uma forma que poucas pessoas conseguem, ou querem. Me identifiquei com o quanto as paixões servem pra nos fazer seguir em frente dia após dia. Me identifiquei com o quanto os sonhos nos levam a ter um objetivo na vida e no quanto são necessários para a nossa existência. Me identifiquei com o fato de que o agora é o mais importante, apesar de termos esses sonhos e vontades. Viver como se não existisse amanhã. Enxergar as pessoas que nos amam como anjos que estão aqui pra cuidar de nós e tornar nossa passagem por esse mundo algo menos doloroso, por mais difícil que seja. A sabedoria que consegui enxergar nesse livro é sem igual, e ele já vai pra lista dos meus favoritos, porque eu me permiti ler algo que nunca tinha lido antes. Quem acompanha meu blog sabe o tipo de leitura que eu gosto. E só vai entender quem já leu esse livro e se permitiu sentir tudo o que ele se propõe a oferecer.

                John Green é um gênio!


Okay?
Uma das partes que mais gostei no livro, na sua versão de filme!



 
Fabiano Lobo