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19/07/2015

Sobre Rio 2054 – de Jorge Lourenço


Uma realidade alternativa de uma cidade mundialmente conhecida? Definitivamente não.
Uma possibilidade de acontecimento em um futuro não muito distante? Talvez.

Essas e outras perguntas me deixaram instigado desde o início da leitura.
O conceito de segregação é muito claro em minha cabeça, já que tive uma disciplina na faculdade que tratava desse e de outros assuntos dentro da sociedade.
Motoqueiros, pichações, parkour, cheguei a ler alguns artigos sobre essas práticas, que são classificadas como formas de ocupação do espaço urbano de cidades grandes.
O que isso tem a ver com o livro?
Bastante coisa!



Rio 2054 é um livro distópico, sci-fi, cyberpunk, futurista ou de ficção científica. Acho que nesse caso todos os termos são válidos. Como não costumo dar spoilers nas minhas “resenhas”, vou colocar a sinopse do livro aqui pra que vocês possam entender um pouco do que estou falando:
“Rio de Janeiro, 2054. Três décadas após uma guerra civil que começou com a disputa pelos royalties do petróleo, a cidade se vê alvo de uma nova ameaça. Um velho jogo de intrigas e espionagem industrial entre as multinacionais que controlam a cidade ganha novos contornos quando uma perigosa jovem com poderes psíquicos surge nos guetos. 

Alheio a tudo isso, Miguel é um jovem sem grandes pretensões. Morador de uma região abandonada no pós-guerra, ele sobrevive catando restos de tecnologia e tem uma vida despreocupada. Sem saber o que o destino lhe reserva, ele é convidado para assistir a um duelo de motoqueiros e acaba se tornando o pivô de uma disputa que pode mudar o Rio para sempre. 

Num lugar onde o bem e mal se confundem, Miguel terá que desvendar os segredos de uma misteriosa inteligência artificial e, para proteger aqueles que ama, bater de frente com as poucas pessoas dispostas a salvar o que resta do Rio de Janeiro. Sem saber que lado escolher, caberá a ele decidir o futuro de uma cidade partida pela ganância.”


Miguel é um personagem carismático, indeciso e um pouco medroso. Um tipo interessante de personagem para começar uma história e acompanhar seu desenvolvimento ao longo desta. Achei interessante esse desenvolvimento. Gosto de personagens bem detalhados e com diálogos possíveis e humanos. Achei interessantes as falas, pois são justamente da forma como conversamos, e não aqueles textos fictícios de diálogos mais vazios ainda. Pude ver que o autor se preocupou com isso.
A história, desde o início, me deixou curioso. O que poderia acontecer em uma cidade totalmente segregada e demonstrando aspectos futuristas de um lado e praticamente total pobreza e miséria do outro? Quais aparatos tecnológicos apareceriam como possibilidades de um futuro próximo? Que tipo de vilões teria uma história desse tipo?

Fui me fazendo esse tipo de pergunta e ao longo da história fui sendo respondido pela leitura.

Após ter lido o livro, percebi uma estranha realidade pairando no ar: A maioria dos acontecimentos descritos no livro é totalmente possível!

Sempre acompanho os avanços tecnológicos, sobre IA’s, simuladores, comunicadores, tipos de armas e veículos, possíveis androides e máquinas criadas atualmente e imagino que o autor também tenha pesquisado isso enquanto escrevia, pois descreve várias dessas coisas com detalhes e coerência com o que já ouvi falar. Isso me deixou ainda mais absorto na leitura e terminei por pegar o livro nesse fim de semana e devorar as mais de 200 páginas que ainda faltavam para ler.


Agora, pra você que está lendo porque quer uma indicação ou uma opinião sobre o livro em geral, sem spoilers:

Escrita.
A escrita do autor é simples, com narrativa em terceira pessoa e uma descrição detalhada dos fatos, sem se tornar maçante. Gostei especialmente das cenas de ação, que me fizeram imaginar um filme rodando em minha mente, com detalhes, trilha sonora e tudo o mais.

História.
A história é interessante e em muitas partes coerente com nossa realidade e a realidade da própria cidade em que se passa, pois demonstra a realidade dos morros do Rio, das drogas e da violência.

Personagens.
Bem detalhados e muito humanos. Humanos até demais! Interessantes. Que me deixaram curioso sobre vários detalhes que são explicados ao longo do texto. Personagens possíveis e com características e falas únicas. Pode-se perceber que essa foi uma das maiores preocupações do autor na criação da história.

Final.
Surpreendente! Um tipo de crítica à forma como agimos no mundo atual. Quase um tapa na cara. Uma forma de dizer que a humanidade ainda tem muito que evoluir.

No mais, recomendo muito a leitura! Achei muito interessante e certa vez vi, não sei se no Google ou no próprio perfil do Facebook do autor que teria um novo livro “São Paulo 2054”. Não tenho certeza, mas se for verdade, aguardo ansiosamente para ver o que mais acontecerá nesse mundo espetacular!

Ah! E apesar de eu escrever Terra 2, que é ficção científica, esse foi o primeiro livro desse estilo que li. Até hoje só tinha visto filmes desse gênero. Mas essa história vai mudar. Já tenho alguns na lista me esperando!

Leiam e apoiem a literatura brasileira.

Esse, junto com outros que ando lendo ultimamente, me animou a procurar cada vez mais livros de autores daqui mesmo. Além da proximidade deles (comprei o Rio 2054 do próprio autor!) e do carisma, as histórias são desenvolvidas com uma pitada da nossa própria cultura, e assim paramos um pouco de consumir excessivamente a cultura americana, nos identificando mais e mais com os personagens e as histórias.

Parabéns autores brasileiros!
Eu apoio vocês!





Fabiano Lobo

29/12/2014

Sobre Prince Of Thorns de Mark Lawrence


Magnífico!

Li resenhas e comentários sobre o personagem principal dessa trilogia e me espantei, pois eu sabia da sua insanidade, mas não sabia que era de tamanha grandeza que me deixaria pensando no personagem de RPG mais louco que eu pudesse imaginar!

O que mais dizer sobre esse livro?

A escrita me surpreendeu de início, pois nunca tinha lido nenhum livro em que as falas eram descritas sem parágrafo e travessão. No começo pensei que pudesse ser confuso ler algo assim, mas no decorrer percebi que isso não influenciou em muita coisa. O autor usa várias referências filosóficas e o pensamento do (anti) herói está sempre presente nas entrelinhas e nas descrições que ele faz dos fatos. Achei isso bem interessante, pois nos leva ao mundo do Príncipe Jorg, e nos faz imaginar o que os acontecimentos pelos quais ele passou seriam capazes de fazer na cabeça de uma pessoa. Algumas frases com ironia e humor negro deixam um gosto sobre a personalidade do Príncipe, e alguns devaneios sobre vontades malucas de cortar cabeças (sem spoiler!) deixam a leitura até um pouco cômica, às vezes, e tensa, na maioria das vezes!

O final me surpreendeu. Vivenciei algumas partes horripilantes e tenho certeza que imaginei realmente que iria ser diferente, pois estou acostumado com alguns clichês, mas confesso que a maioria dos acontecimentos me surpreendeu muito. Se você quer um livro diferente, onde o autor segue por linhas diferentes para contar uma história no estilo das que conhecemos (fantasia, distopia, medieval, etc), esse é o livro que você procura. E buscando pela internet e pelo Facebook os comentários de outros leitores, descobri que esse gênero se chama Dark Fantasy.

Acho que é isso. Agora já tenho o meu exemplar de King Of Thorns e já imagino o que vai acontecer adiante (até pelo título do segundo e do terceiro livro), e espero tremendamente que Mark Lawrence me surpreenda de novo, pois ele soube fazer isso bem no primeiro livro.

O acabamento da Darkside é perfeito! Meu exemplar é de luxo, com capa dura, marcador de páginas e algumas páginas coloridas (preto ou vermelho). As páginas de transição de um capítulo para o outro são muito legais e a textura da capa é deslumbrante. Entre um capítulo e outro, tem citações do personagem principal falando sobre os outros personagens. Achei isso muito criativo e interessante. Vale a pena ter um desses só pela beleza, mas notei que o conteúdo também chama a atenção!

Abaixo as capas dos três livros, contando com o mais novo Emperor Of Thorns, que ainda pretendo adquirir.


"O Ódio te manterá vivo onde o amor falhou."


Recomendo muito a leitura!


 

Fabiano Lobo

22/10/2014

Carrie – A Estranha – Mês de Halloween

Majestoso!

                Foi essa a palavra com a qual descrevi pela primeira vez quando comecei a minha leitura. Logo nas primeiras páginas, já compreendendo o que tinha visto nos filmes (assisti a 2 adaptações para o cinema, a segunda e a mais recente). Stephen King já tinha tudo pra ser o fenômeno que é desde o início. Esse livro foi escrito em 1974, e chama a atenção pra um tema muito atual, o que hoje chamam de Bullying. Não vou entrar na discussão sobre o Bullying e o que ele pode causar, até porque todos sabemos do que se trata, mas achei o ponto de vista do autor muito à frente de seu tempo. Logo no prólogo ele conta de onde veio a ideia para escrever esse romance, e descobrimos que ele vivenciou algo parecido em sua época de infância, na escola.


Desde que comecei a ler livros do autor, notei certa diferença na escrita em alguns de seus livros. Bom, obviamente não li ainda o quanto queria ter lido, pois na minha contagem tenho apenas 4 (A Maldição do Cigano; A Torre Negra – 1 e 2; e Carrie). É interessante ver que ele consegue descrever a história por vários pontos de vista diferentes, e a forma como ele acrescenta os devaneios dos personagens ao corpo do texto narrativo é muito original, é única. Nesse livro em especial, Stephen King lança mão de várias descrições diferentes, com recortes de jornais, mensagens de rádio, artigos de revistas e livros imaginários, juntamente com depoimentos de personagens e, tudo isso sendo acrescentado à história principal, à narrativa principal em terceira pessoa, que descreve a forma como os fatos aconteceram. Eu achei algo interessante que desperta a curiosidade e dá um ar de suspense à história, aproximando-a da realidade. É mais ou menos a proposta do livro Drácula, do autor Bram Stoker, que descreve a história inteira através de cartas e diários dos personagens.

                Sobre a história em si, ela é muito mais completa do que a contada nos filmes (obviamente! Pois é sempre assim!), e é contada de uma forma genial, única, despertando o suspense e deixando o leitor intrigado com o que pode acontecer depois, mesmo sabendo do que se trata. Afinal, quem nunca ouviu falar do baile de formatura e da história de Carrie?

                Essa leitura é obrigatória para todos os fãs do King! Recomendo demais até mesmo para quem não tem costume de ler, já que o livro (pelo menos a versão que li) possui apenas 199 páginas.
                Carrie é uma personagem única e a mãe dela é vista em várias pessoas do nosso dia-a-dia. Os adolescentes que a perseguem são vistos nos valentões da escola e nas patricinhas que reparam em tudo. A história em si é intrigante e a esperança de que tudo dê certo no final estava sempre presente, mesmo eu sabendo que estava lendo um livro do Stephen King! Me identifiquei com Carrie e senti pena dela. É o tipo de história que acaba terminando do jeito que deve terminar mesmo. E por falar nisso, o desfecho do livro é impressionante, com as coisas acontecendo todas ao mesmo tempo, e sendo descritas com as ferramentas que o autor utiliza, geram mais suspense e admiração, pela genialidade com que tudo é entrelaçado e como tudo termina. Típico de uma história de terror. Típico do mestre Stephen King.

                Essa leitura deixou uma lacuna em minha vida que dificilmente será preenchida por outro livro. Algo do que os leitores chamam de Ressaca Literária. Não se compara a nada do que eu já tinha lido antes. Minha admiração por esse tipo de leitura cresce cada vez mais. Essa proposta de Mês de Halloween serviu pra intensificar minha admiração pela literatura fantástica e de terror. Minha estante tem cada vez mais e mais livros desse tipo.

                Agradeço a todos pelo carinho e por acompanharem o blog. Espero estar dando boas dicas de leitura e espero ver os comentários de vocês aqui nas postagens. Estarei sempre aqui pra responder todos com prontidão e sempre disponível para discussões acerca do tema. Um abraço a todos!





Fabiano Lobo

13/10/2014

Os Mortos Vivos - Mês de Halloween - The Walking Dead - A Ascensão do Governador


The Walking Dead - o seriado que me conquistou desde o primeiro episódio e que conseguiu me fazer (quase) odiá-lo a partir da quarta temporada. Agora resolvi arriscar uma olhada no primeiro livro da série, que busca apresentar um personagem único e polêmico do seriado - O Governador.

Sugestão: Desça até o fim da página e ouça o tema de abertura enquanto lê a postagem! Clique no primeiro vídeo.

Concordo com alguns comentários que vi sobre a ideia de contar outra história usando uma mídia diferente (os livros) ao invés de usar os quadrinhos (Hq's) e o seriado na Tv (da AMC). Eu acho interessante contar a história de jogos, como os seguidores do blog já devem ter visto meus comentários aqui, como Assassin's Creed e God Of War. Mas nesse caso, como dar aos fãs algo diferente? E pra quem já assistiu ao seriado, o que há de novo nos livros? E eis que aproveitam essa mídia diferente para atrair novos fãs e para firmar os fãs do seriado.

Nunca li as Hq's, mas sempre tive um apreço por essa temática, desde a infância (aproveitando a proximidade do dia das crianças!), quando assisti pela primeira vez A volta dos Mortos Vivos no Cinema em Casa - do SBT (inclusive quero encontrar depois o livro do Peter Straub sobre esse tema pra conhecer também). Depois com Resident Evil nos vídeo-games e filmes e agora com The Walking Dead, que apresenta uma atmosfera totalmente diferente e original dessa mesma temática.

Como sempre vou colocar a sinopse do livro aqui e vou evitar spoilers, pois acho que, assim como eu, as pessoas procuram as opiniões de blogueiros sobre os livros justamente porque estão interessados em comprar pra ler, e se num comentário meu tiver spoiler, é sacanagem!

"No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como "Vilão do ano", ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação. Originalmente, The Walking Dead é uma série de quadrinhos publicada desde 2003 e vencedora do Eisner Award. Em 2010, os quadrinhos foram adaptados para o seriado homônimo The Walking Dead já bateu diversos recordes de audiência nos Estados Unidos e foi finalista em várias categorias no 68º Golden Globe Awards, incluindo Melhor Série Dramática de TV."

Comentários: O livro começa com a história mais ou menos no início da praga, quando ficamos nos perguntando onde tudo começou e se isso vai ser revelado em algum momento. A família Blake (dois irmãos e uma menina), juntamente com dois amigos, saem em busca de sobrevivência. Saem à procura de um local onde dizem haver um campo de refugiados, acreditando serem apoiados pelo exército ou pelo governo. Isso me parece um clichê de filmes e histórias com essa temática, mas acaba sendo desenvolvido de outra forma.

O livro inteiro passa um ar de esperança, ao mesmo tempo que ficamos pensando que tudo está perdido e o fim chegou realmente. É uma mistura. O mistério deixa cada página e cada fim de capítulo mais emocionante. Os personagens únicos e bem trabalhados atiçam a curiosidade e pra quem já assistiu ao seriado, é um prato cheio pra tentar decifrar quem é quem e tentar absorver mais ainda da história.

É bem o que imaginamos que ocorreria se o apocalipse zumbi (Ooooh! O Apocalipse Zumbi!  ¬¬) realmente acontecesse. Pessoas saindo em busca de um local seguro, comida e uma vida "normal" em meio ao caos. Mas ainda assim, Robert Kirkman cria uma atmosfera diferente e única do que pensamos ser um clichê e um tema quase que totalmente explorado, e eu acabei entendendo o porquê de tanto sucesso. É genial.

A emoção é trabalhada a cada página, juntamente com o medo, o mistério e a curiosidade sendo atiçadas a cada palavra. É característico do gênero de terror, e eu adoro.

O final me surpreendeu muito! É característica minha ler ou assistir a um filme ou seriado e ficar tentando adivinhar o que acontece depois, e eu gosto muito quando a história me surpreende e eu fico pensando - como eu não pude pensar nisso antes? - e é isso que aconteceu. Lá pela página 300 eu fiquei um pouco entediado com a história, achando que não se desenvolvia, e até achando que tudo talvez tivesse sido resolvido e tal, mas é aí que a mágica acontece. Nas últimas páginas você ver tudo acontecendo e se formando, e começar a entender o porquê disso ou o porquê daquilo. Foi muito emocionante! E é por isso que eu gosto muito de ler o gênero terror. Ele me atiça a curiosidade, me causa medo, até tenho alguns pesadelos às vezes, mas era por isso que eu assistia aos filmes de terror no Cine Trash da Band quando era criança (e a nostalgia se faz presente em cada citação desse meu texto!), e eu creio que é por isso que quem ama o gênero terror não consegue desgrudar desse tipo de livro. É por isso que li O Exorcista, Drácula (Bram Stoker), A Maldição do Cigano e continuo procurando livros desse tipo.

Recomendo a leitura de The Walking Dead. Recomendo a leitura completa, pois sempre que acho que um livro começa a "enrolar" muito, leio até o final, pois acredito que nas últimas páginas algo de surpreendente acontecerá. Falei mais do gênero terror e dos mortos vivos do que do livro em si, mas é bem essa a proposta desses meus comentários no blog: abranger mais do que um livro, um filme, um seriado - tentando juntar várias experiências e opiniões em buscar realmente entender o significado dessas histórias, e as emoções que elas nos causam.

Abaixo, duas versões do tema de abertura do seriado e uma versão estendida de 10 horas. Essa é uma das músicas mais marcantes que já vi. Um verdadeiro espetáculo e simplesmente tudo a ver com a proposta de Robert Kirkman.




Aproveitem a semana do saco cheio!
Me dei o desafio de ler só terror nesse mês de outubro. Estão me esperando aqui, nada mais nada menos que Carrie, A Estranha - de Stephen King, Bento - do André Vianco e Sangue de Lobo - de Helena Gomes e Rosana Rios, além de mais um conto de H. P. Lovecraft numa coletânea da editora Martin Claret.

Obrigado a todos que seguem o blog!



Fabiano Lobo

23/09/2014

A Queda dos Reinos - Morgan Rhodes


E hoje estou aqui pra falar desse livro que me tirou o sono, e me proporcionou alguns dias de divertimento e curiosidade. A Queda dos Reinos, de Morgan Rhodes. Pra começar e pra evitar spoilers, vou colocar a sinopse aqui:

"Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado.

Em A queda dos reinos, Morgan Rhodes constrói uma mitologia complexa e fascinante, que mistura amor proibido, intrigas políticas e profecias milenares. Narrado pelos pontos de vista dos quatro protagonistas, este é o primeiro volume da série."


Esse livro é muito bom!
Cheio de profecias, cavaleiros, princesas e magia. A cada página do livro algo diferente e uma possibilidade nova. Me pareceu um filme muito bem bolado, com cada cena com seu próprio impacto e que deixa aquela curiosidade.


O livro rende, a história é contada sem delongas e sem enrolação. A cada página você percebe tudo acontecendo, sem aquelas descrições enormes e sem aqueles personagens clichês, como vemos em filmes e histórias antigas. Me apaixonei pelos personagens e pela história, que conta com artefatos poderosos, bruxas maldosas e heróis corajosos. Bem do jeito que uma história de fantasia medieval deve ser.

Sobre a comparação com os livros de Game Of Thrones, não posso comentar sobre isso, pois só vi as duas primeiras temporadas do seriado, mas ainda não li nenhum livro. Talvez por causa de mortes e acontecimentos que fazem desmoronar tudo o que o leitor pensava que fosse acontecer, ou talvez pela frieza de alguns personagens, enfim, quando eu ler os livros da série, comento aqui e faço uma comparação se achar que é plausível.

O livro mostra os pontos de vista de quatro personagens principais e as histórias vão se entrelaçando ao longo do livro. A narrativa é em formato de narrador não-participante, apesar disso, mas não deixa de mostrar um pouco do pensamento de cada um, deixando aquela curiosidade e uma vontade de conhecer melhor cada personagem e o desenvolvimento dos mesmos ao longo da história.

Eu gostei de todas as capas, apesar de ser um pouco de moda agora ter um encapuzado na capa do livro, e apesar de todas as três capas disponíveis terem um personagem encapuzado.
Essa é uma série de 4 livros e o terceiro livro será lançado no Brasil, pela Companhia das Letras, selo Seguinte, em dezembro de 2014. 4 é um número interessante pra essa série, já que é o número de personagens principais e pontos de vista diferentes. Pra um livro cheio de profecias e magia, é algo interessante de se fazer.


Abaixo, as capas dos 2 livros já lançados no Brasil e a capa do terceiro, ainda em inglês:

Recomendo muito o primeiro livro e estou louco pra ler o restante da série.

P.s.: A título de curiosidade, Morgan Rhodes é o Pseudônimo de Michelle Rowen, que escreve "Romances Paranormais" (ou Romance Sobrenatural), Fantasia Young Adult e Fantasia Urbana.
Aqui um site falando de todas as séries que ela já escreveu (em inglês) e aqui o site oficial da escritora.

Atualizando: Encontrei o site da série na internet, em inglês. Clique aqui para ver.

Fabiano Lobo

12/09/2014

Assassin's Creed - Renegado - o título do livro não é digno



Bom dia, Boa tarde, Boa noite!
Completei minha coleção do Assassin's Creed comprando o último livro que faltava na 23ª Bienal do Livro em SP e acabo de ler o Renegado, que era justamente o último que faltava.


Só pra constar, Nota 3,0 no Skoob, e agora explicarei o porquê.

Comentários:

Livro físico: Bom, o livro em si continua com uma diagramação legal, as capas sempre marcantes e o acabamento em geral bem bonito, tal como as versões anteriores. Chamativo. Desperta curiosidade.

Escrita: A escrita de Oliver Bowden mudou completamente nesse livro. Não sei se a ideia dele era tentar deixá-la mais parecida com a escrita da época em que se passa o livro, mas eu não gostei nem um pouco. Nos outros livros da série ele sempre utilizou uma linguagem simples, de fácil entendimento, mesmo quando os personagens contavam a história, pois em um dos livros usou como narrador um personagem, o que não acontece com os outros livros da franquia. Mas nesse, ele resolveu escrever em formato de diário. Pra mim, o único livro que deu certo escrevendo em forma de diários foi o Drácula, de Bram Stoker, mas o entendimento desse dependia de vários diários de várias pessoas diferentes, juntamente com cartas, notícias de jornal e outros escritos mais de cada personagem, e cada um com sua característica marcante na própria escrita.

Já no Assassin's Creed Renegado, o autor mostra uma história contada pelo ponto de vista do personagem principal, Haytham Kenway, que mesmo depois de muito tempo lutando pela sua ordem, se mostra totalmente inexperiente, o que acaba tirando um pouco do gosto da leitura. Além do mais, o personagem tem a mesma forma de descrever os fatos quando tinha oito anos de idade e quando se tornou um idoso. Convenhamos, pode ser que a educação daquela época favorecia o aprendizado das crianças como "mini-adultos" e tal, mas a própria forma de escrever e de pensar de uma pessoa muda muito ao longo dos anos, principalmente após vitórias e derrotas, após perdas e após passar por perigos, o que está presente em todas as histórias da franquia. Portanto, a escrita de Oliver Bowden me decepcionou nesse livro. Acho que ele foi infeliz ao tentar escrever um livro da forma proposta. Sem descrever várias batalhas que seriam de tirar o fôlego, sem descrever assassinatos ou até mesmo o sentimento do personagem enquanto os executa, sem descrever nada direito. Quando se escreve pelo ponto de vista de algum personagem, é necessário ressaltar suas emoções, seus sentimentos, suas opiniões a respeito do que está acontecendo. Tudo isso deve transparecer na fala ou escrita de um personagem que conta a história, e nesse livro, infelizmente, isso não aconteceu.

A história: Ah! Sobre a história! Vou evitar dar spoilers, deixando até um pouco de curiosidade no ar.
A história não tem nada a ver com o título. Só isso. Não tem nada a ver com a série, com a franquia, e pelo que vi e meu irmão comentou comigo, não tem nada a ver nem com o jogo (porque ainda não joguei esse jogo, na verdade joguei um pouco do primeiro, que conta a história de Altaïr e um pouco do Bandeira Negra, porque achei interessante algumas novidades acrescentadas).


A história, assim como a história do Bandeira Negra, foge totalmente do Credo dos Assassinos, que fica sendo algo à parte, um plano de fundo, o que eu não acho que seria interessante fazer nessa franquia, pois é uma cronologia, apesar de um livro não depender do outro, pelo menos à partir desse. Ou seja, o que o Credo dos Assassinos tem feito por todos esses anos que não são descritos nos livros?

Qual impacto teve a jornada de Ezio Auditore ou os ensinamentos de Altaïr nos anos descritos nos livros Renegado e Bandeira Negra?


Eu quero saber o que acontece!!!

Bom, pra evitar maiores spoilers, vou parar por aqui nos comentários sobre a história.


Resultado (como eu já havia comentado antes): Nota 3,0 no Skoob, e com a consciência pesada, pois os outros mereceram Notas 4 ou 5, apesar de o Bandeira Negra também ter sido avaliado em 3.

Não gostei, e estou pensando seriamente em desistir dessa coleção, pois acho que as histórias estão ficando cada vez mais escassas, e o dinheiro está falando mais alto pros produtores da franquia. Vem vindo aí mais um livro sobre o jogo e estou com medo, pois a cada jogo a história é estragada mais um pouco, sendo deixada de lado, o que infelizmente não é bom pra quem gosta dos livros, mas talvez seja pra quem admira os jogos.

Obrigado a todos os seguidores do Blog! Espero que gostem e postem seus comentários e suas opiniões sobre a franquia de livros baseado nesse jogo espetacular!

P.s.: Esse não é o Edward Kenway que conheci em Bandeira Negra...

Fabiano Lobo


16/02/2014

Sobre A Culpa é das Estrelas - John Green



               
 Acabei de ler agora esse livro do qual todos falam e que eu tinha ficado curioso pra ver com meus próprios olhos a história, pra poder tirar minhas próprias conclusões.
                E minha conclusão: É uma obra de arte!

                Citando Hazel Grace diretamente: “Pra acabar com o suspense”, eu gostei muito do livro, apesar dos pontos apontados por quem já leu o livro como sendo extremamente tristes e tal. Agora os comentários, sem spoilers, porque acredite, você não vai querer saber nada sobre o final da história enquanto estiver lendo os primeiros capítulos do livro.

                O autor nos presenteia com uma história extremamente bonita e realista, com personagens marcantes e únicos, com situações difíceis e inusitadas, construídas da melhor maneira possível. Os personagens possuem manias e costumes que ficam evidentes durante a história e que nos cativam, pelo simples fato de serem pessoas comuns, querendo ser pessoas comuns. Me identifiquei muito com as falas da narradora, na qual John Green colocou um pouco de cada adolescente que vive nesse mundo, com cada sentimento descrevendo a situação pela qual milhares de pessoas passam durante toda a sua vida, juntamente com a família e amigos.

                Como comentei com uma amiga certa vez, a escrita é gostosa. O livro é gostoso de se ler. Você lê rapidinho, quer sempre saber o que vem depois e, nem percebe o quanto sua leitura evoluiu, justamente pela forma simples como o livro foi escrito e a forma como nos identificamos com as falas e os personagens. Provavelmente por causa de algumas paixões e manias que os personagens tem e que eu tenho também. Talvez pelo quanto identifiquei meu próprio relacionamento com alguns pontos do amor entre os personagens, talvez pelo fato de esse livro ter constantemente me levado a pensar na vida e no quanto ela vale, no quanto somos felizes e tristes a todo tempo, no quanto as coisas boas e ruins podem acontecer conosco a qualquer hora e em qualquer lugar. O autor é realista em todas as declarações. E o livro é extremamente poético. Os personagens enxergam um sentido na vida de uma forma que poucas pessoas conseguem, ou querem. Me identifiquei com o quanto as paixões servem pra nos fazer seguir em frente dia após dia. Me identifiquei com o quanto os sonhos nos levam a ter um objetivo na vida e no quanto são necessários para a nossa existência. Me identifiquei com o fato de que o agora é o mais importante, apesar de termos esses sonhos e vontades. Viver como se não existisse amanhã. Enxergar as pessoas que nos amam como anjos que estão aqui pra cuidar de nós e tornar nossa passagem por esse mundo algo menos doloroso, por mais difícil que seja. A sabedoria que consegui enxergar nesse livro é sem igual, e ele já vai pra lista dos meus favoritos, porque eu me permiti ler algo que nunca tinha lido antes. Quem acompanha meu blog sabe o tipo de leitura que eu gosto. E só vai entender quem já leu esse livro e se permitiu sentir tudo o que ele se propõe a oferecer.

                John Green é um gênio!


Okay?
Uma das partes que mais gostei no livro, na sua versão de filme!



 
Fabiano Lobo

01/02/2014

O Clã dos Magos - Trudi Canavan


Boa tarde a todos os seguidores do blog!
Hoje estou aqui pra falar sobre o livro O Clã dos Magos, da autora Trudi Canavan. Esse livro é o primeiro da Trilogia do Mago Negro, seguido por A Aprendiz e O Lorde Supremo.

Segue a sinopse, pois não pretendo dar spoilers sobre o livro em momento algum, pra não perder a graça!

"Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam."

Pronto!
Só o que posso dizer a mais é que Sonea é a personagem principal, e que ela acaba descobrindo da pior maneira que o escudo protetor dos magos realmente não é impenetrável.

Eu gostei muito da leitura. A autora utiliza de artifícios como gírias pra diferenciar as classes e suas formas diferentes de se expressar. Só acho que o tradutor não precisava destacar essas palavras toda hora! A escrita é simples e direta. de fácil compreensão e com algumas poucas palavras difíceis e outros termos únicos que mais parecem ter sido alterados só pra soarem como algo mais original.

O suspense se faz presente em algumas partes. Geralmente nas cenas de ação ou de perigo. A forma como a magia é abordada me pareceu muito original. Comentei certa vez na minha página no Facebook que eu pensei que já tivesse lido o bastante sobre Magos, mas descobri que aqui vejo uma visão totalmente diferente de tudo o que eu já tinha visto antes.

Após ler o primeiro livro, pensei que não fosse ter mais aquela coisa que me seguraria e me faria ficar curioso pra ler os próximos, mas estava enganado. Aguardem por mistérios, segredos e revelações até a última página. Recomendo muito! Assim que ler os outros, comentarei aqui também!



Fabiano Lobo

26/12/2013

Sobre a série Percy Jackson e os Olimpianos


Bom dia a todos os que estão aproveitando as férias! Bom dia pr’aqueles que não tiveram férias, mas que estão aproveitando mesmo assim com a família e os amigos mais esse fim de ano!

Hoje estou aqui pra falar sobre a série Percy Jackson e os Olimpianos, do autor Rick Riordan. Aproveitarei também pra falar mais um pouco sobre os outros títulos e planos do autor, que não são poucos! Vou tentar não fazer nenhum spoiler, mas sim deixar todos os que lerem o post mais curiosos ainda, assim como eu fiquei!

Acabo de ler o quarto livro da série e caminho rumo ao último, O Último Olimpiano, que é onde haverá o desfeche dessa história (ou não, pois temos a série Heróis do Olimpo logo depois!), e me impressionei com a mudança nesse quarto livro de uma história infanto-juvenil para juvenil, com mais ação, mais traições e uma pitada de sentimentos descritos por um jovem que está para completar 15 anos.

Bom, começando do primeiro livro, O Ladrão de Raios, foi o que deu uma alavancada no tema, com Riordan colocando os deuses do Olimpo presentes nos dias atuais “vivendo” na América do Norte e na nossa época. Um tema interessante e uma possibilidade de desenvolver uma nota mitologia. Por favor, leiam o livro primeiro pra depois assistirem ao filme, ou, se preferirem, nem assistam ao filme! Os outros livros que seguiram foram O Mar de Monstros, A Maldição do Titã, A Batalha do Labirinto e O Último Olimpiano. Sobre O Mar de Monstros (que também ganhou filme, mas esse foi um pouco melhor!), devo dizer que seguiu o mesmo ritmo alucinante do primeiro livro, cheio de mistérios e uma visão totalmente diferente dos deuses do Olimpo que conhecemos - mais moderna e com alguns toques originais do autor. O fato de a saga inteira ser contada pelos olhos de Percy Jackson ainda deixa mais emocionante, pois aos poucos ele vai conhecendo o mundo por trás da Névoa e contando suas experiências e interpretações de tudo isso, juntamente com seus sentimentos em relação a isso. Ciúmes do pai e da mãe, assombro quanto à existência de certas coisas, espanto quanto a descobertas interessantes e ainda assim, não deixa de ser um adolescente muito bem representado pelo autor. No terceiro livro, A Maldição do Titã (que inclusive é uma característica minha tentar descobrir o porque dos títulos até o início do livro. o que acaba sendo explicado adiante na história), vemos um pouco mais de maturidade começando a aparecer no livro, que aborda temas mais maduros e associa o crescimento dos personagens, que possuem a mesma faixa etária, com a maturidade dos acontecimentos, como decisões difíceis e os próprios problemas que um adolescente costuma enfrentar. E essa associação é muito interessante!

Sobre o quarto livro, A Batalha do Labirinto, tenho que dizer que Riordan continuou com essa maturação acompanhando a idade dos personagens, o que me chamou muito a atenção, pois é algo extremamente difícil de se fazer (visto que eu também escrevo e tenho uma ideia de como criar personagens bem elaborados e definir sua idade e os acontecimentos nos quais esse personagem vai se envolver). Esse livro é especialmente emocionante, com batalhas impressionantes e perigos sem igual, inimigos cada vez mais fortes e decisões cada vez mais difíceis que os personagens têm de tomar. Com esse livro, Rick Riordan me chamou a atenção e me interessei em buscar outros livros de sua autoria, o que me leva à segunda parte de minha postagem!

Vários outros títulos conhecidos podem ser mencionados, como As Crônicas dos Kane (A Pirâmide Vermelha; O Trono de Fogo; e A Sombra da Serpente) e Os Heróis do Olimpo (O Herói Perdido; O Filho de Netuno; A Marca de Atena; e A Casa de Hades), além dos livros complementares dessas sagas, que são Os Arquivos do Semideus e o Guia Definitivo (ambos completando Percy Jackson e os Olimpianos), Guia de Sobrevivência (completando As Crônicas dos Kane) e Os Diários do Semideus (completando Os Heróis do Olimpo). O conto O Filho de Sobek reúne os dois heróis das sagas Percy Jackson e As Crônicas dos Kane, e pelo que sei até hoje, ele só foi lançado como E-book (me corrijam se eu estiver errado, por favor!). Na biografia do autor no final dos livros do Percy Jackson diz que ele é autor da série de mistério para adultos chamada Tres Navarre (da qual encontrei no Skoob somente um livro com o título Tequila Vermelha), tem também a série denominada The 39 Clues (que encontrei O Labirinto dos Ossos como livro 1; A Ascensão dos Vesper como livro extra; e O Livro Negro da Família Cahill, também como livro extra, todos com o Rick Riordan participando.), essa parece ser uma série escrita por vários autores, de acordo com os títulos presentes no Skoob.

Em uma entrevista que encontrei na internet, Rick Riordan disse que assim que terminar a série Os Heróis do Olimpo, vai escrever uma série baseada na mitologia Nórdica. Nessa mesma entrevista ele diz que não pode falar sobre as adaptações de cinema de seus livros da série Percy Jackson (o que eu não entendi nada!!!), porém as entrevistas estão meio confusas, pois uma delas diz que ele já colocou os deuses nórdicos no livro O Filho de Netuno (Os Heróis do Olimpo) e logo depois diz que ele vai lançar 3 livros dessa nova saga!

Seguem os links pra quem se interessar (contém alguns SPOILERS):


E no Youtube temos uma entrevista, com SPOILERS, onde ele fala sobre o lançamento de A Casa de Hades e sobre a mitologia Nórdica.


Por hoje é só. Nem precisa dizer que eu vou ler os outros livros dele, Né?

Já comprei A Pirâmide Vermelha e assim que ler O Último Olimpiano posto aqui meus comentários pra vocês!

Obrigado a todos os seguidores do blog e a todos os interessados que aparecem aqui de vez em quando. Vou tentar trazer um pouco mais de utilidade pública para os leitores, como fiz com o post anterior sobre Assassin’s Creed, onde coloquei a ordem correta dos livros pra que ninguém fique perdido quando for comprar. Além disso, encontrei uma bela imagem de marcadores de livros na internet (não me lembro a fonte!), que eu até já imprimi em papel de foto e ficou perfeito!


Tenham todos um ótimo fim de ano, ótimas festas e férias. Aproveitem para ler bastante e traduzir tudo o que se passa em suas cabeças em escrever, jogando jogos de imaginação e comentando com os amigos. É uma forma saudável de fugir da realidade e é algo que eu gosto muito de fazer!





Fabiano Lobo

14/12/2013

A saga Assassin's Creed e o mestre Altaïr



E hoje vou falar um pouco sobre a franquia Assassin's Creed e a escrita de Oliver Bowden, também conhecido como Anton Gill, autor de todos os livros da saga.

Aos que seguem o blog, sabem das minhas desaparecidas de vez em quando, por causa da faculdade e de afazeres diários, mas a leitura nunca para! Ultimamente tenho lido muito mais do que antes e a produção do meu livro Cinco Demônios e Uma Princesa está cada vez mais avançada, talvez por isso eu suma às vezes e por isso o blog fica meio que "abandonado", mas sempre dou uma passada por aqui e sempre dou um jeito de produzir algo, seja poesia, seja conto ou seja uma parte do meu projeto de livro.

Sobre a saga Assassin's Creed, vou comentar por alto sobre os dois primeiros e a história de Ezio, mas vou focar mais no terceiro livro, que me surpreendeu completamente. Ok?

Como todos já sabem, a saga conta a história dos jogos da franquia, com cada história se passando em um contexto histórico diferente. No primeiro livro, como o próprio nome já diz, se passa na época do Renascimento, com nomes como Leonardo Da Vinci aparecendo na história, sendo seguido por Nicolau Maquiavel no segundo livro Irmandade. Ezio Auditore é um verdadeiro estrategista com espírito de assassino e eu sempre admirei esse personagem, mas eu ainda não conhecia Altaïr...

Altaïr é um Mestre! O terceiro livro retorna ao passado, em meados do ano de 1200 d.C., para contar como tudo começou. Contar sobre a origem do Credo dos Assassinos e sobre a eterna guerra entre esse e os Cavaleiros Templários, explicando a origem das armas e costumes da Irmandade. Altaïr é o tipo de personagem inexperiente, mesquinho, bobo, que sofre e passa por várias situações difíceis envolvendo traição, perdas, decepções, morte, e quando tudo acaba, ele ainda está de pé, e mais forte! Não gosto de colocar spoilers nos meus comentários, por isso resumi dessa forma, mas é o tipo de personagem lutador e persistente. Não que Ezio não seja assim, mas a história de Altaïr me surpreendeu, me emocionou, me deixou com raiva e na maior parte do tempo me deixou admirado.

O livro conta o nascimento de um herói, um mestre digno de admiração, que conseguiu chegar ao lugar onde está agora após muito sofrimento e sem nunca desistir de seus sonhos, de seus objetivos e de sua família e seu povo. Oliver Bowden nos guia com uma linguagem simples e fácil de se entender, utilizando alguns termos em outras línguas que são traduzidos num glossário ao final de cada livro, bem como os nomes de todos os personagens que aparecem no livro, tanto os fictícios quanto os reais. Tenho gostado muito de seus escritos!

Os fãs do jogo me corrijam se eu estiver errado, mas ouvi comentários dizerem que o primeiro Assassin's Creed (que é protagonizado nos consoles por Altaïr) é o pior da franquia, talvez por isso a história de Altaïr não tenha sido bem explorada e não tenha sido muito falada, mas esse livro foi o melhor que li até agora. O meu favorito. Que venha o próximo Revelações, do qual eu pensara que não estava interligado com A Cruzada Secreta, mas descobri que está intimamente ligado. Quem leu, entenderá! Hehehehe

Recomendo a saga para aqueles que gostam de aventura e ação. O Renascença achei ótimo, o Irmandade achei um pouco chato e enrolado, mas também foi legal, mas A Cruzada Secreta me atiçou a curiosidade e quero continuar lendo a saga e conhecendo mais assassinos que estão "mudando" a história da humanidade com seus feitos heroicos.

Pra quem não conhece, colocarei a ordem dos livros aqui embaixo, juntamente com o seu correspondente nos jogos, ajudando a entender e a não errar na hora de comprar e ler:

1º Assassin's Creed - Renascença - história do jogo Assassin's Creed II
2º Assassin's Creed - Irmandade - história do jogo Assassin's Creed Brotherhood
3º Assassin's Creed - A Cruzada Secreta - história do jogo Assassin's Creed (o primeiro)
4º Assassin's Creed - Revelações - história do jogo Assassin's Creed Revelations
5º Assassin's Creed - Renegado - história do jogo Assassin's Creed III
6º Assassin's Creed - Bandeira Negra - história do jogo Assassin's Creed IV Black Flag



Quem se interessar, comente aqui embaixo o que achou dos livros e podemos iniciar um fórum ou uma discussão sobre as histórias. Nunca acho ninguém que já leu esse livro pra que eu possa conversar a respeito! kkkkkk

Obrigado a todos!
Boas festas!




Fabiano Lobo