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12/09/2014

Assassin's Creed - Renegado - o título do livro não é digno



Bom dia, Boa tarde, Boa noite!
Completei minha coleção do Assassin's Creed comprando o último livro que faltava na 23ª Bienal do Livro em SP e acabo de ler o Renegado, que era justamente o último que faltava.


Só pra constar, Nota 3,0 no Skoob, e agora explicarei o porquê.

Comentários:

Livro físico: Bom, o livro em si continua com uma diagramação legal, as capas sempre marcantes e o acabamento em geral bem bonito, tal como as versões anteriores. Chamativo. Desperta curiosidade.

Escrita: A escrita de Oliver Bowden mudou completamente nesse livro. Não sei se a ideia dele era tentar deixá-la mais parecida com a escrita da época em que se passa o livro, mas eu não gostei nem um pouco. Nos outros livros da série ele sempre utilizou uma linguagem simples, de fácil entendimento, mesmo quando os personagens contavam a história, pois em um dos livros usou como narrador um personagem, o que não acontece com os outros livros da franquia. Mas nesse, ele resolveu escrever em formato de diário. Pra mim, o único livro que deu certo escrevendo em forma de diários foi o Drácula, de Bram Stoker, mas o entendimento desse dependia de vários diários de várias pessoas diferentes, juntamente com cartas, notícias de jornal e outros escritos mais de cada personagem, e cada um com sua característica marcante na própria escrita.

Já no Assassin's Creed Renegado, o autor mostra uma história contada pelo ponto de vista do personagem principal, Haytham Kenway, que mesmo depois de muito tempo lutando pela sua ordem, se mostra totalmente inexperiente, o que acaba tirando um pouco do gosto da leitura. Além do mais, o personagem tem a mesma forma de descrever os fatos quando tinha oito anos de idade e quando se tornou um idoso. Convenhamos, pode ser que a educação daquela época favorecia o aprendizado das crianças como "mini-adultos" e tal, mas a própria forma de escrever e de pensar de uma pessoa muda muito ao longo dos anos, principalmente após vitórias e derrotas, após perdas e após passar por perigos, o que está presente em todas as histórias da franquia. Portanto, a escrita de Oliver Bowden me decepcionou nesse livro. Acho que ele foi infeliz ao tentar escrever um livro da forma proposta. Sem descrever várias batalhas que seriam de tirar o fôlego, sem descrever assassinatos ou até mesmo o sentimento do personagem enquanto os executa, sem descrever nada direito. Quando se escreve pelo ponto de vista de algum personagem, é necessário ressaltar suas emoções, seus sentimentos, suas opiniões a respeito do que está acontecendo. Tudo isso deve transparecer na fala ou escrita de um personagem que conta a história, e nesse livro, infelizmente, isso não aconteceu.

A história: Ah! Sobre a história! Vou evitar dar spoilers, deixando até um pouco de curiosidade no ar.
A história não tem nada a ver com o título. Só isso. Não tem nada a ver com a série, com a franquia, e pelo que vi e meu irmão comentou comigo, não tem nada a ver nem com o jogo (porque ainda não joguei esse jogo, na verdade joguei um pouco do primeiro, que conta a história de Altaïr e um pouco do Bandeira Negra, porque achei interessante algumas novidades acrescentadas).


A história, assim como a história do Bandeira Negra, foge totalmente do Credo dos Assassinos, que fica sendo algo à parte, um plano de fundo, o que eu não acho que seria interessante fazer nessa franquia, pois é uma cronologia, apesar de um livro não depender do outro, pelo menos à partir desse. Ou seja, o que o Credo dos Assassinos tem feito por todos esses anos que não são descritos nos livros?

Qual impacto teve a jornada de Ezio Auditore ou os ensinamentos de Altaïr nos anos descritos nos livros Renegado e Bandeira Negra?


Eu quero saber o que acontece!!!

Bom, pra evitar maiores spoilers, vou parar por aqui nos comentários sobre a história.


Resultado (como eu já havia comentado antes): Nota 3,0 no Skoob, e com a consciência pesada, pois os outros mereceram Notas 4 ou 5, apesar de o Bandeira Negra também ter sido avaliado em 3.

Não gostei, e estou pensando seriamente em desistir dessa coleção, pois acho que as histórias estão ficando cada vez mais escassas, e o dinheiro está falando mais alto pros produtores da franquia. Vem vindo aí mais um livro sobre o jogo e estou com medo, pois a cada jogo a história é estragada mais um pouco, sendo deixada de lado, o que infelizmente não é bom pra quem gosta dos livros, mas talvez seja pra quem admira os jogos.

Obrigado a todos os seguidores do Blog! Espero que gostem e postem seus comentários e suas opiniões sobre a franquia de livros baseado nesse jogo espetacular!

P.s.: Esse não é o Edward Kenway que conheci em Bandeira Negra...

Fabiano Lobo


14/12/2013

A saga Assassin's Creed e o mestre Altaïr



E hoje vou falar um pouco sobre a franquia Assassin's Creed e a escrita de Oliver Bowden, também conhecido como Anton Gill, autor de todos os livros da saga.

Aos que seguem o blog, sabem das minhas desaparecidas de vez em quando, por causa da faculdade e de afazeres diários, mas a leitura nunca para! Ultimamente tenho lido muito mais do que antes e a produção do meu livro Cinco Demônios e Uma Princesa está cada vez mais avançada, talvez por isso eu suma às vezes e por isso o blog fica meio que "abandonado", mas sempre dou uma passada por aqui e sempre dou um jeito de produzir algo, seja poesia, seja conto ou seja uma parte do meu projeto de livro.

Sobre a saga Assassin's Creed, vou comentar por alto sobre os dois primeiros e a história de Ezio, mas vou focar mais no terceiro livro, que me surpreendeu completamente. Ok?

Como todos já sabem, a saga conta a história dos jogos da franquia, com cada história se passando em um contexto histórico diferente. No primeiro livro, como o próprio nome já diz, se passa na época do Renascimento, com nomes como Leonardo Da Vinci aparecendo na história, sendo seguido por Nicolau Maquiavel no segundo livro Irmandade. Ezio Auditore é um verdadeiro estrategista com espírito de assassino e eu sempre admirei esse personagem, mas eu ainda não conhecia Altaïr...

Altaïr é um Mestre! O terceiro livro retorna ao passado, em meados do ano de 1200 d.C., para contar como tudo começou. Contar sobre a origem do Credo dos Assassinos e sobre a eterna guerra entre esse e os Cavaleiros Templários, explicando a origem das armas e costumes da Irmandade. Altaïr é o tipo de personagem inexperiente, mesquinho, bobo, que sofre e passa por várias situações difíceis envolvendo traição, perdas, decepções, morte, e quando tudo acaba, ele ainda está de pé, e mais forte! Não gosto de colocar spoilers nos meus comentários, por isso resumi dessa forma, mas é o tipo de personagem lutador e persistente. Não que Ezio não seja assim, mas a história de Altaïr me surpreendeu, me emocionou, me deixou com raiva e na maior parte do tempo me deixou admirado.

O livro conta o nascimento de um herói, um mestre digno de admiração, que conseguiu chegar ao lugar onde está agora após muito sofrimento e sem nunca desistir de seus sonhos, de seus objetivos e de sua família e seu povo. Oliver Bowden nos guia com uma linguagem simples e fácil de se entender, utilizando alguns termos em outras línguas que são traduzidos num glossário ao final de cada livro, bem como os nomes de todos os personagens que aparecem no livro, tanto os fictícios quanto os reais. Tenho gostado muito de seus escritos!

Os fãs do jogo me corrijam se eu estiver errado, mas ouvi comentários dizerem que o primeiro Assassin's Creed (que é protagonizado nos consoles por Altaïr) é o pior da franquia, talvez por isso a história de Altaïr não tenha sido bem explorada e não tenha sido muito falada, mas esse livro foi o melhor que li até agora. O meu favorito. Que venha o próximo Revelações, do qual eu pensara que não estava interligado com A Cruzada Secreta, mas descobri que está intimamente ligado. Quem leu, entenderá! Hehehehe

Recomendo a saga para aqueles que gostam de aventura e ação. O Renascença achei ótimo, o Irmandade achei um pouco chato e enrolado, mas também foi legal, mas A Cruzada Secreta me atiçou a curiosidade e quero continuar lendo a saga e conhecendo mais assassinos que estão "mudando" a história da humanidade com seus feitos heroicos.

Pra quem não conhece, colocarei a ordem dos livros aqui embaixo, juntamente com o seu correspondente nos jogos, ajudando a entender e a não errar na hora de comprar e ler:

1º Assassin's Creed - Renascença - história do jogo Assassin's Creed II
2º Assassin's Creed - Irmandade - história do jogo Assassin's Creed Brotherhood
3º Assassin's Creed - A Cruzada Secreta - história do jogo Assassin's Creed (o primeiro)
4º Assassin's Creed - Revelações - história do jogo Assassin's Creed Revelations
5º Assassin's Creed - Renegado - história do jogo Assassin's Creed III
6º Assassin's Creed - Bandeira Negra - história do jogo Assassin's Creed IV Black Flag



Quem se interessar, comente aqui embaixo o que achou dos livros e podemos iniciar um fórum ou uma discussão sobre as histórias. Nunca acho ninguém que já leu esse livro pra que eu possa conversar a respeito! kkkkkk

Obrigado a todos!
Boas festas!




Fabiano Lobo