29/12/2017

À Lua


Alguém entrou na vida dele de repente
E foi aos poucos se tornando importante
Cada dia mais se fazendo presente
Mesmo quando tudo parecia estar distante

Os meses e dias se passaram, as horas, minutos
Os sonhos se entrelaçando, as vontades
Um breve sentimento se tornando absoluto
E uma estranha e diferente reciprocidade

Um Anjo descido, iluminando seu destino afinal
Uma esperança antes perdida, agora retornando
Palavras de bom gosto, gestos afetivos no geral
Começaram a fazer parte dos dias, sonhando

Uma Rosa desabrochando, o Arco Íris raiando
Espalhando a negatividade, a indisciplina, a insegurança
Tudo aquilo que um dia passou o incomodando
Agora só se passava por uma distante lembrança

Para o sombrio Lobo Ela se tornou imprescindível
Um sonho e o destino de ser eternamente sua
O universo distante, que antes era intangível
Para ele, ela tinha se tornado a Lua



Fabiano Lobo – 25/12/2017 – 23h35

Livro O Eterno Coração de Lobo


Finalmente posso dizer a vocês que lancei meu livro de poesias!

Foi no dia 24 de novembro, na Casa da Cultura da cidade de Lavras, MG. Contei com a presença e apoio do cantor Carlos Otto, do fotógrafo Marcus Ribeiro, dos poetas Gabriel Vicente e Ana Luiza Messias, da equipe da Casa da Cultura e da Prefeitura Municipal de Lavras, da Editora Scortecci e de amigos e familiares.

Quero agradecer aqui aos patrocinadores que apoiaram o evento, o lançamento e o processo em geral:
Casa da Quitanda (Jardim Glória);
Casa da Goiaba (https://www.facebook.com/casadagoiaba/) e Segue e Protege (na pessoa do Hedeilson);
Jeito Caseiro Alimentos (https://www.facebook.com/jeitocaseiroalimentos/);
Alunos do Pilates e Yoga da AAPIL;
Alunos do Estúdio Rfit;
Pessoas que doaram pela internet (Juliano Gouvêa, Deyvid Eugênio, Tiago Schulz e Aline Sales) através do site Vakinha.com;
Carmem;
Denise e Hilda;
Sabrina Aparecida;
Pinheiro do Postinho de Saúde;
Joana D’arc;
D. Maria;
Gielton Ribeiro;
Marcius Lanches;
Magda Andrade, Péricles, Guilherme e Indyanara Monteiro;
Eudys – Padaria Tia Vilma;
Nayara Anjos;
Carlos Otto (que cedeu seu show completo e maravilhoso como forma de patrocínio!) (https://www.facebook.com/cantorcarlosotto/);
Marcus Ribeiro (que também cedeu o trabalho de fotografia para ajudar a causa!) (https://imarcus.46graus.com/);

Danielle Maciel, Rose Andrade e Sandy Maciel - apoio e incentivo incondicional!

Lyvia Aparecida, Lilian Felipe e Cleverson Pires;
Gabriel Vicente e Ana Luiza Messias;
Casa da Cultura de Lavras (https://www.facebook.com/pages/Casa-Da-Cultura-De-Lavras/457698624565313);

Irene Marcondes, Heli de Sales, Thiago Marcondes e Fábio Marcondes - apoio e incentivo incondicional!

Amigos e conhecidos que participaram de alguma forma auxiliando com a organização, divulgação ou apoiando com a sua visita!

O livro está pronto e está sendo comercializado na Livraria e Papelaria Crepaldi, da cidade de Lavras, MG (https://www.facebook.com/livrariacrepaldi/)

E no site da Livraria Asabeça (http://www.asabeca.com.br/detalhes.php…)

Se preferir, você pode adquiri-lo diretamente com o autor, pelo Facebook: (https://www.facebook.com/fabiano.lobo.9), pela página do Facebook: (https://www.facebook.com/reminiscencialobo/https://www.facebook.com/reminiscencialobo/) ou por e-mail: fabiano.ufla@gmail.com
O valor do livro é R$ 25,00 para quem mora em Lavras, MG.
Se precisar de envio pelos Correios, sai a R$ 30,00 para qualquer lugar do Brasil.

METADE de toda a renda arrecadada com as vendas dos livros será direcionada à Casa de Apoio ao Paciente Oncológico Lar Esperança e Vida Mateus Loureiro Ticle, da cidade de Lavras, MG.

13/08/2017

Sobre O Escravo de Capela, de Marcos DeBrito


Cara...

O que falar sobre esse livro?
Kkkkkkkkkkkk

Me deixou sem reação, sem palavras, sem chão!

A linguagem do autor, que o mesmo intitula ultrarromântica, é impressionante, com termos rebuscados, mas sem ficar chato e maçante como alguns livros e sem enrolar a história, com descrições enormes sobre coisas simples que muitas pessoas não gostam de ler. Os personagens são bem trabalhados a ponto de ficarmos tristes quando algum deles parte, e ficarmos felizes ao ver o sofrimento de outros! Não consegui decifrar se o autor realizou pesquisas e se colocou algum fato ou local histórico no livro, pois não conheço tão detalhadamente sobre a história daquela época, mas sei que ficou bem parecido com aquilo que imaginamos que foi, e de uma forma que ninguém costuma contar: Sim. O autor mostra a crueldade com os escravos e o que poderia ser melhor descrito como algo que ceifava seu direito à vida (acho que a leitura me inspirou a escrever melhor, até!).
A história tem muitas reviravoltas e muitos segredos, mantendo o mistério durante bastante tempo e me deixando louco pra ler de novo e saber o que aconteceria com os personagens e como se desenrolariam os fatos. O tempo todo queremos saber como aquilo que já sabemos acontecerá, e o autor até explica de maneiras plausíveis alguns fatos sobre algumas lendas brasucas. Bom, sobre isso não vou contar mais, pois prefiro uma opinião que não cite trechos diretos do livro para que as pessoas que não leram possam ler minha resenha sem problemas.

O que quero dizer sobre esse livro é que adorei a forma como tudo foi apresentado. A história baseada numa época da história brasileira fez toda a diferença e foi descrita com maestria. Consegui enxergar elementos da minha infância e histórias contadas pelo meu avô e por conhecidos mais idosos sobre esse período. Me vi inclusive participando dos fatos, por me identificar com alguns personagens e me afeiçoar a eles. A cultura brasileira em geral é muito bem tratada e o livro realmente carrega sua origem descrita em suas páginas. Gostei da forma como os diálogos foram estruturados, soando como possíveis, e gostei dos sentimentos demonstrados pelos personagens, que os torna mais próximos ainda do leitor, por serem realmente humanos e (às vezes) tratados como tal!
Sou fã da linguagem ultrarromântica e já li também À Sombra da Lua, que foi igualmente interessante e misterioso. O terror é só um elemento e enxergo a história muito mais como suspense, por causar tensão por imaginarmos os perigos que os personagens correm e por nos colocarmos em seus lugares.


Enfim, recomendo a leitura e digo que sim, esse livro representa a literatura brasileira, carrega seu nome e os costumes do nosso país e é brilhante em seus detalhes, no desenvolvimento da trama, com cenas dignas de filme e personagens cabíveis para acompanhar-nos por esse navegar nas nossas origens. Recomendo!

Fabiano Lobo

19/07/2015

Sobre Rio 2054 – de Jorge Lourenço


Uma realidade alternativa de uma cidade mundialmente conhecida? Definitivamente não.
Uma possibilidade de acontecimento em um futuro não muito distante? Talvez.

Essas e outras perguntas me deixaram instigado desde o início da leitura.
O conceito de segregação é muito claro em minha cabeça, já que tive uma disciplina na faculdade que tratava desse e de outros assuntos dentro da sociedade.
Motoqueiros, pichações, parkour, cheguei a ler alguns artigos sobre essas práticas, que são classificadas como formas de ocupação do espaço urbano de cidades grandes.
O que isso tem a ver com o livro?
Bastante coisa!



Rio 2054 é um livro distópico, sci-fi, cyberpunk, futurista ou de ficção científica. Acho que nesse caso todos os termos são válidos. Como não costumo dar spoilers nas minhas “resenhas”, vou colocar a sinopse do livro aqui pra que vocês possam entender um pouco do que estou falando:
“Rio de Janeiro, 2054. Três décadas após uma guerra civil que começou com a disputa pelos royalties do petróleo, a cidade se vê alvo de uma nova ameaça. Um velho jogo de intrigas e espionagem industrial entre as multinacionais que controlam a cidade ganha novos contornos quando uma perigosa jovem com poderes psíquicos surge nos guetos. 

Alheio a tudo isso, Miguel é um jovem sem grandes pretensões. Morador de uma região abandonada no pós-guerra, ele sobrevive catando restos de tecnologia e tem uma vida despreocupada. Sem saber o que o destino lhe reserva, ele é convidado para assistir a um duelo de motoqueiros e acaba se tornando o pivô de uma disputa que pode mudar o Rio para sempre. 

Num lugar onde o bem e mal se confundem, Miguel terá que desvendar os segredos de uma misteriosa inteligência artificial e, para proteger aqueles que ama, bater de frente com as poucas pessoas dispostas a salvar o que resta do Rio de Janeiro. Sem saber que lado escolher, caberá a ele decidir o futuro de uma cidade partida pela ganância.”


Miguel é um personagem carismático, indeciso e um pouco medroso. Um tipo interessante de personagem para começar uma história e acompanhar seu desenvolvimento ao longo desta. Achei interessante esse desenvolvimento. Gosto de personagens bem detalhados e com diálogos possíveis e humanos. Achei interessantes as falas, pois são justamente da forma como conversamos, e não aqueles textos fictícios de diálogos mais vazios ainda. Pude ver que o autor se preocupou com isso.
A história, desde o início, me deixou curioso. O que poderia acontecer em uma cidade totalmente segregada e demonstrando aspectos futuristas de um lado e praticamente total pobreza e miséria do outro? Quais aparatos tecnológicos apareceriam como possibilidades de um futuro próximo? Que tipo de vilões teria uma história desse tipo?

Fui me fazendo esse tipo de pergunta e ao longo da história fui sendo respondido pela leitura.

Após ter lido o livro, percebi uma estranha realidade pairando no ar: A maioria dos acontecimentos descritos no livro é totalmente possível!

Sempre acompanho os avanços tecnológicos, sobre IA’s, simuladores, comunicadores, tipos de armas e veículos, possíveis androides e máquinas criadas atualmente e imagino que o autor também tenha pesquisado isso enquanto escrevia, pois descreve várias dessas coisas com detalhes e coerência com o que já ouvi falar. Isso me deixou ainda mais absorto na leitura e terminei por pegar o livro nesse fim de semana e devorar as mais de 200 páginas que ainda faltavam para ler.


Agora, pra você que está lendo porque quer uma indicação ou uma opinião sobre o livro em geral, sem spoilers:

Escrita.
A escrita do autor é simples, com narrativa em terceira pessoa e uma descrição detalhada dos fatos, sem se tornar maçante. Gostei especialmente das cenas de ação, que me fizeram imaginar um filme rodando em minha mente, com detalhes, trilha sonora e tudo o mais.

História.
A história é interessante e em muitas partes coerente com nossa realidade e a realidade da própria cidade em que se passa, pois demonstra a realidade dos morros do Rio, das drogas e da violência.

Personagens.
Bem detalhados e muito humanos. Humanos até demais! Interessantes. Que me deixaram curioso sobre vários detalhes que são explicados ao longo do texto. Personagens possíveis e com características e falas únicas. Pode-se perceber que essa foi uma das maiores preocupações do autor na criação da história.

Final.
Surpreendente! Um tipo de crítica à forma como agimos no mundo atual. Quase um tapa na cara. Uma forma de dizer que a humanidade ainda tem muito que evoluir.

No mais, recomendo muito a leitura! Achei muito interessante e certa vez vi, não sei se no Google ou no próprio perfil do Facebook do autor que teria um novo livro “São Paulo 2054”. Não tenho certeza, mas se for verdade, aguardo ansiosamente para ver o que mais acontecerá nesse mundo espetacular!

Ah! E apesar de eu escrever Terra 2, que é ficção científica, esse foi o primeiro livro desse estilo que li. Até hoje só tinha visto filmes desse gênero. Mas essa história vai mudar. Já tenho alguns na lista me esperando!

Leiam e apoiem a literatura brasileira.

Esse, junto com outros que ando lendo ultimamente, me animou a procurar cada vez mais livros de autores daqui mesmo. Além da proximidade deles (comprei o Rio 2054 do próprio autor!) e do carisma, as histórias são desenvolvidas com uma pitada da nossa própria cultura, e assim paramos um pouco de consumir excessivamente a cultura americana, nos identificando mais e mais com os personagens e as histórias.

Parabéns autores brasileiros!
Eu apoio vocês!





Fabiano Lobo

15/07/2015

Sobre o Rock


Postei esse texto no meu Facebook no dia do Rock e resolvi postar aqui também, já que o blog é feito de pensamentos, poesias, livros e rock n' roll!

Pra mim o Rock é música boa, bem trabalhada, com sintonia, letra, pensamento e principalmente, um diferencial.

É música de doido, de rebelde, de esquisito, de maluco, etc.

É a música dos rótulos também, pois sempre ouvi o bom rock e nunca coloquei um cigarro na boca. Já bebi socialmente como todo mundo faz, mas nem por isso bebo mais hoje. Nunca fiz culto ao satanás e nem ritual de magia negra. Nunca desejei o mal de uma mosca mesmo por ouvir tal estilo. Já joguei RPG, mas não sou serial killer e nunca pensei em matar ninguém em nome dos meus ídolos. Não, eu não como morcego, nem arranco cabeças de galinhas.

Isso é mito!

Deixa de ser mesquinho e comece a enxergar que a maioria das pessoas que ouve o rock é bem sucedida, respeita o gosto musical dos outros e além de tudo ainda curte música clássica, erudita, e outros estilos mais. São essas pessoas que aprendem a tocar instrumentos por pura paixão e tocam as mais belas canções que embalaram sua adolescência e que você até canta junto. E sim. Mesmo que você não admita, você "acha bonita" pelo menos uma música de alguma banda de Rock.

O Rock é o estilo de quem tem opinião própria.

Não meus amigos, eu não ouço Rock porque toca na rádio ou porque o fulano ou o ciclano ouve. Não me importo de não ter shows por perto ou de os shows de Rock serem "caros".

Eu ouço Rock porque as batidas perdidas da bateria embalam junto com o baixo o ritmo da minha vida frenética, as cordas da guitarra me guiam por outros mundos inimagináveis, o teclado e a sinfonia da noite me fazem pensar na vida, os vocais me mostram em pequenas e sábias palavras com o tom acelerado, sombrio e assustador dos monges tibetanos que tenho que ser não só mais um no mundo, pois sou único.

E sim. Eu entendo o que aqueles caras estão cantando!


kkkkkkkkkkkkkkkkk


Feliz dia do Rock!

\,,/,




Fabiano Lobo

23/01/2015

Um futuro próximo - Conto


                Um planeta distante, após o planeta Terra ter ficado quase inabitável, é pra onde as pessoas estão seguindo. Ônibus espaciais e várias aeronaves vão e voltam todo mês, e sempre há mais e mais pessoas que precisam dessa carona pra se verem livres dos perigos do nosso antigo planeta. Hoje chegou a minha vez. Sigo em frente numa fila enorme, que já dura meses, ou seriam anos? Ouvi dizer que algumas dessas pessoas estão aqui esperando há muito tempo. Eu fico me perguntando se os novos perigos daqui não os atingiram. Pelo que ouvi falar, por aqui as coisas estão tranquilas por enquanto.

                Que tipo de perigos?

                Vários!

                Após o incidente que aconteceu, nosso planeta foi perdendo seus recursos naturais, sem a possibilidade de renovação, por causa da poluição e do estrago proveniente da última guerra. Aquele asteroide que atingiu nosso planeta e que todos conhecem a história, mas nunca lembram do nome dele. O evento mais chocante e mais amedrontador de todos os tempos. A perda da camada de ozônio do planeta, o oxigênio acabando, pessoas tendo que usar máscaras para sobreviver. Tudo isso em um curto período de tempo, logo depois da descoberta do planeta que chamaram de Terra 2. Um planeta numa galáxia distante, onde o sol alcança, mas não como no nosso planeta natal. Um planeta que não gira em torno de si próprio, portanto, dizem que enquanto de um lado será sempre dia, do outro será sempre noite. Acho que vamos ter que mudar a forma de pensar nessas partes do dia. Talvez até mudar a forma como o relógio trabalha. Mas acho que ninguém teve tempo pra pensar nisso ainda. Tudo aconteceu muito rápido e, pelo que dizem, estão “reconstruindo” nosso planeta do outro lado do universo. Lá faz frio, mas é o mais próximo que conseguiram encontrar de um planeta habitável para a humanidade nesse curto espaço de tempo que tiveram. O planeta nem foi completamente escaneado. A parte escura quase que totalmente desconhecida, mas o bastante pra saber que ainda teremos muito o que aprender sobre esse novo lar.

                Há alguns meses atrás eu era uma garota normal de 17 anos, que morava na cidade de Detroit. Adorava ler e assistir seriados. Adorava sair com os amigos no fim de semana. Adorava jogar RPG, mas nunca gostei dos ambientados em um futuro apocalíptico, e por ironia, estou vivendo num desses agora. A guerra culminou entre Rússia e Estados Unidos, quando ataques supostamente terroristas foram realizados e os Estados Unidos descobriram que seria seu rival de muito tempo querendo tomar o poder através da imposição do medo. A partir daí, começaram a guerrear e foi um caos total. Perdi meu melhor amigo num ataque e minha mãe foi atingida enquanto trabalhava e o prédio em que estava foi destruído. Parece familiar, não é mesmo? Os ataques começaram de repente. Meu melhor amigo Joe teve sua casa e o quarteirão onde morava totalmente destruído, mas isso foi depois que a cidade já estava em alerta. Minha mãe não. Ela teve o azar de ser uma das primeiras a ficarem sabendo que a guerra havia estourado. Literalmente falando. Seu prédio foi onde aconteceu o primeiro ataque, e toda a equipe do Detroit News foi soterrada.

                Eu estava na escola quando tudo começou. Foi muito de repente e o pânico se alastrou como fogo em uma mata. Todos desesperados por encontrar suas famílias, congestionamento no trânsito, policiais tentando controlar as pessoas, carros de bombeiro e ambulâncias passando a todo momento. Foi horrível!

                Hoje, seis meses depois, eu e meu pai conseguimos chegar ao local indicado para que os passageiros do nosso país fossem coletados. Dois meses após a guerra ter acabado. Seis meses após minha mãe ter partido. A alguns meses de encontrar a paz novamente, assim espero.

                O que foi isso?

                Um barulho estrondoso. Pessoas correndo e gritando. Isso não pode estar acontecendo! Será que eles nos encontraram.

                - Fique perto de mim, filha. – meu pai diz me puxando pra bem perto dele e me mantendo firme entre seus braços. As pessoas correm desesperadas.

                - Será que são eles, pai? – eu pergunto, já sabendo a resposta que iria receber de meu pai. Ele sempre tentou enxergar as coisas pelo lado positivo.

                - Creio que não, meu amor. Estamos muito longe do local onde atacaram. Talvez sejam os russos tentando completar sua vingança. – eu sabia que meu pai diria algo do tipo.

                Você deve estar se perguntando: “Quem são ‘eles’?”

                E aí eu me lembro que esqueci de explicar o que aconteceu há dois meses e alguns dias atrás. Bom, pelo menos eu tentei contar pela folhinha do calendário que eu virava todos os dias, mas depois que tivemos que fugir mais uma vez “deles”, perdi minhas coisas e tive que começar a observar a lua, que parecia estar cada vez mais perto, e contar por quantas noites passamos até hoje.


                Quando a guerra estava acabando, nossos recursos naturais já tinham perdido um pouco do seu valor nutritivo, digamos assim. Por causa de ataques nucleares constantes e por causa da degradação do próprio planeta. Pessoas contam que alguns sobreviveram aos ataques de alguém que veio de fora do nosso planeta. Essas pessoas espalharam os boatos e eu acredito que tudo tenha sido aumentado pelo medo, já que muitas das ferramentas que usávamos para nos comunicar já não funcionavam nessa época. Porque algo do que eles contam lembra filmes antigos contendo medos antigos da humanidade. A iminente mudança na atmosfera da Terra chamou a atenção de alguns moradores de outro planeta distante que, de acordo com o que especialistas dizem, já estavam nos observando há tempos. Esses seres são algo parecido com os humanos, mas são bem maiores. As orelhas pontudas e as asas e pele verde eu deixo pra lá, já que um pequeno grupo de pessoas contou isso uma vez, contradizendo algumas das coisas que eu já tinha ouvido antes. Mas o pior e mais amedrontador de tudo isso é que eles vieram pra cá à procura de alimento, e eu não falo dos nossos recursos naturais escassos até então, eu falo, digamos, de nossos recursos humanos mesmo. Eles se alimentam de carne humana. E dizem as lendas, o que eu também acho exagerado, que eles aproveitam cada pedacinho do nosso corpo, usando ossos para construir, usando fluidos corporais para fazer um tipo de gel para ferimentos, dentre outras bizarrices. Isso também parece familiar. Parece o que fazíamos com os pobres animais desse mundo. Sempre pensei assim, já que aderi ao veganismo quando tinha quinze anos, seguindo o exemplo da minha mãe. Não me arrependo em nada por ter feito isso. As pessoas me incentivavam a beber e a fumar, mas quando resolvi que iria parar de comer carne, elas me disseram que isso seria perigoso e que poderiam faltar nutrientes no meu organismo. Ao contrário dos vegetarianos, os veganos não comem nenhum tipo de produto advindo de animais, como o exemplo do leite e dos ovos, além da carne dos pobres bichinhos.

                Eles chegaram quando ambos os lados da guerra: os países que apoiavam a Rússia de um lado e os países que apoiavam os Estados Unidos de outro, se encontravam quase sem armamentos e recursos. Quando a humanidade já tinha se enfraquecido com a guerra. Quando a fome, miséria e doenças tomavam conta da maioria da população restante do planeta. Estávamos enfraquecidos, e foi aí que perdemos essa batalha contra os seres desse lugar tão distante.

                - Filha! – meu pai me chama.

                - Oi pai! – respondo, achando que ele tinha ficado com medo de eu ter adormecido ou algo pior enquanto me escondia com o rosto em seu peito.

                - Temos que ir. São eles. -



Fabiano Lobo

P.s.: Essa história acabou sendo estendida, e está sendo postada no Wattpad semanalmente. Acompanhe o desenrolar da história em tempo real clicando aqui.

20/01/2015

Sobre À Sombra da Lua - Marcos DeBrito


Li esse livro há um tempo, mas hoje resolvi vir falar dele aqui, pois um livro desses não pode passar despercebido!

O livro conta a história de Vila Socorro, uma cidade do interior de São Paulo, que tem relatado estranhos casos de assassinatos nos últimos anos. A história oscila entre o que podemos dizer que é o presente, ou o momento atual dos acontecimentos e uma história de quase 30 anos atrás. O momento atual narra a história de Vila Socorro e os personagens Alana, Álvaro, Vicente, o alcaide Magalhães, o Dr. Dário e Valêncio, dentre outros, no século XX. A história do século XIX narra acontecimentos da vida de Bastiano e Clemenzia, dois imigrantes italianos que vieram para o Brasil, juntamente com suas seis filhas. Logo no prólogo é narrado o mito grego de Licáon, um rei cruel e amaldiçoado pelos atos que cometeu contra os deuses e os homens.

Bom, quem vê a capa e essa descrição, tendo conhecido o mito do lobisomem em algum momento e se aprofundado em suas histórias, logo percebe que existe algo familiar por aqui. A história de Licáon e mais alguns fatos que foram descritos no mito ao longo dos anos estão presentes e serão exploradas, e isso é um prato cheio pra quem gosta desse tipo de história.

Certa vez li um livro intitulado - O Livro dos Lobisomens - onde o autor Sabine Baring-Gould desvenda os mistérios do mito do lobisomem ao redor do mundo, mostrando a realidade de um mito tão antigo quanto a própria humanidade, que tem suas variações, mas mantém os mesmos princípios.

Analisando o início da história de À Sombra da Lua e o meu conhecimento sobre o mito do lobisomem, achei no início que fosse ser uma história um tanto clichê, justamente por utilizar algo já muito explorado nos cinemas e em vários romances sobrenaturais, inclusive alguns atuais.

Eu estava enganado!

Marcos DeBrito escreveu esse livro inicialmente como um roteiro para filme, mas, segundo o autor, devido ao alto orçamento para se realizar tal feito, ele resolver modificá-lo e enviar para algumas editoras. A Rocco acabou aceitando e publicando, e acertou em cheio! O livro é genial!

Não costumo contar spoilers nos meus comentários aqui, portanto não vou comentar os acontecimentos da história. A escrita do autor é muito interessante e diferente, criando uma atmosfera mórbida e fúnebre que prende o leitor e utiliza-se até mesmo de um tom lírico ou poético. Algumas cenas românticas são extremamente românticas, pois o autor se utiliza de descrições de sentimentos dos personagens pra que o leitor entenda um pouco mais e mergulhe no mundo de Vila Socorro e da criatura que assola os moradores dessa cidade em todas as noites de lua cheia.

As divisões da história entre dias e fases lunares, bem como essa ideia de contar um pouco da história atual e de uma história do passado deixa um mistério no ar e um tom de curiosidade, pois a cada página o suspense aumenta até alcançar um clímax impressionante que culmina num acontecimento inesperado.

E como não poderia deixar de comentar, eu sempre gostei de livros que me enganaram e que me surpreenderam no final, e esse livro conseguiu essa façanha que poucos conseguem!

E por esse e outros motivos que comentei aqui, estou ansioso pelo segundo livro do autor, que ele já está anunciando nas redes sociais, e que visivelmente falará de Vampiros!


Pra terminar, um trecho onde a magnitude da escrita do autor se faz presente, sem ser cansativa e muito rebuscada:

"Os raios refletidos na Lua encontravam obstáculos nas nuvens que vieram com o entardecer. O satélite já tinha sido visto na claridade daquele dia, mas era somente após as linhas imaginárias dos trópicos permitirem a passagem da escuridão que o lado sombrio do ser humano florescia".

Pág. 236.


Recomendo a leitura!


Obrigado pela visita e comentem se vocês já leram, se gostaram ou não.



Fabiano Lobo

29/12/2014

Sobre Prince Of Thorns de Mark Lawrence


Magnífico!

Li resenhas e comentários sobre o personagem principal dessa trilogia e me espantei, pois eu sabia da sua insanidade, mas não sabia que era de tamanha grandeza que me deixaria pensando no personagem de RPG mais louco que eu pudesse imaginar!

O que mais dizer sobre esse livro?

A escrita me surpreendeu de início, pois nunca tinha lido nenhum livro em que as falas eram descritas sem parágrafo e travessão. No começo pensei que pudesse ser confuso ler algo assim, mas no decorrer percebi que isso não influenciou em muita coisa. O autor usa várias referências filosóficas e o pensamento do (anti) herói está sempre presente nas entrelinhas e nas descrições que ele faz dos fatos. Achei isso bem interessante, pois nos leva ao mundo do Príncipe Jorg, e nos faz imaginar o que os acontecimentos pelos quais ele passou seriam capazes de fazer na cabeça de uma pessoa. Algumas frases com ironia e humor negro deixam um gosto sobre a personalidade do Príncipe, e alguns devaneios sobre vontades malucas de cortar cabeças (sem spoiler!) deixam a leitura até um pouco cômica, às vezes, e tensa, na maioria das vezes!

O final me surpreendeu. Vivenciei algumas partes horripilantes e tenho certeza que imaginei realmente que iria ser diferente, pois estou acostumado com alguns clichês, mas confesso que a maioria dos acontecimentos me surpreendeu muito. Se você quer um livro diferente, onde o autor segue por linhas diferentes para contar uma história no estilo das que conhecemos (fantasia, distopia, medieval, etc), esse é o livro que você procura. E buscando pela internet e pelo Facebook os comentários de outros leitores, descobri que esse gênero se chama Dark Fantasy.

Acho que é isso. Agora já tenho o meu exemplar de King Of Thorns e já imagino o que vai acontecer adiante (até pelo título do segundo e do terceiro livro), e espero tremendamente que Mark Lawrence me surpreenda de novo, pois ele soube fazer isso bem no primeiro livro.

O acabamento da Darkside é perfeito! Meu exemplar é de luxo, com capa dura, marcador de páginas e algumas páginas coloridas (preto ou vermelho). As páginas de transição de um capítulo para o outro são muito legais e a textura da capa é deslumbrante. Entre um capítulo e outro, tem citações do personagem principal falando sobre os outros personagens. Achei isso muito criativo e interessante. Vale a pena ter um desses só pela beleza, mas notei que o conteúdo também chama a atenção!

Abaixo as capas dos três livros, contando com o mais novo Emperor Of Thorns, que ainda pretendo adquirir.


"O Ódio te manterá vivo onde o amor falhou."


Recomendo muito a leitura!


 

Fabiano Lobo

02/11/2014

A Primavera Rebelde - de Morgan Rhodes

Estou aqui hoje pra falar mais uma vez desse universo que vem me conquistando a cada dia: O universo de Mítica, dos vigilantes e dos elementia. O universo de Falling Kingdoms - A Queda dos Reinos.

Acabei de ler o segundo livro e já imaginava que fosse ser algo desse tipo. Não costumo das spoilers nos meus comentários e vou manter isso sempre por aqui, portanto, sinopse abaixo:

"Depois que o rei Gaius de Limeros conquistou as terras de Auranos e subjugou o povo sofrido de Paelsia, passou a dominar toda a Mítica com seu punho de ferro. A rica população de Auranos parece não se importar com o novo governante, desde que seus privilégios sejam mantidos; os paelsianos, como sempre, aceitam seu destino de exploração. Mas a tranquilidade é só aparente - grupos rebeldes começam a surgir nos reinos dominados, questionando as mentiras e os métodos sangrentos do novo rei. Enquanto isso, Gaius obedece à sua mais nova conselheira e dá início à construção de uma estrada passando pelas temidas Montanhas Proibidas. Mas essa via não servirá apenas para interligar os três reinos - ela faz parte de uma busca pela magia elementar, perdida há mil anos, que conferirá ao tirano um poder supremo. O que ninguém esperava era que essa obra desencadearia uma série de eventos catastróficos, que mudarão aquelas terras para sempre e forçarão Cleo, Magnus, Lucia e Jonas a tomar decisões até então inimagináveis."
Sinopse retirada da página do Skoob do livro.

Essa saga retorna mais madura, com mais detalhes sobre esse mundo em que entramos e não queremos mais sair. Os vigilantes tem uma participação constante e as lendas vão sendo mais bem desenvolvidas ao longo da história. Tudo o que ficou mal contado no primeiro livro, vai sendo explicado aqui. Notei que os reinos são mais bem detalhados agora, com citações de nomes de cidades e locais que no primeiro livro pareciam ter pouca ou nenhuma importância.

Gostei do mapa mais bem explicado no início do livro, e gostei também dos mistérios do próprio mundo em volta da "ilha" de Mítica (as aspas são pra enfatizar que o local não é considerado uma ilha, apesar de ser envolto por oceanos e mais nada). Os acontecimentos ficaram mais perigosos e as mortes inesperadas são um fator interessante do livro, que os fãs de George R. R. Martin conhecem muito bem.

Alguns acontecimentos ficaram meio enrolados e aparentemente não ocorre nada muito importante nessa história, apesar de a emoção e o inesperado estarem sempre presentes. Mas me parece que tudo é uma forma de preparar o terreno para o que vai vir depois. Só espero que mantenha a qualidade, mesmo desenvolvendo a história em 6 livros ao invés de somente 4, como tinha sido previsto inicialmente. O romance e as questões sentimentais estão mais presentes nesse em comparação com o primeiro. Às vezes com um impacto positivo e às vezes negativo, mas com certeza algo necessário para o desenrolar da história e da ligação entre os personagens, também preparando o solo para o que provavelmente está vindo por aí.
Enfim, a saga A Queda dos Reinos é muito interessante, com ação do início ao fim, mistério, guerra, morte, sangue, magia, traição, romance, e tudo o mais que tornam uma história de fantasia medieval algo diferente e emocionante.

Recomendo! E aguardo ansiosamente pelo lançamento do próximo livro, A Ascensão das Trevas, que segundo a editora Seguinte, será lançado no dia 19 de novembro, junto com o lançamento oficial no Canadá e E.U.A.


Você já leu?
Gostou?

Então comenta aí embaixo, pra gente discutir as opiniões sobre essa saga impressionante!
Obrigado pela visita!



Fabiano Lobo

31/10/2014

Série Falling Kingdoms (A Queda dos Reinos) terá SEIS livros! E mais uma novidade da autora...



É isso mesmo!!!


Há duas semanas atrás a autora postou em seu site oficial o que ela chamou de Big News (Grandes Novidades!!!), brincando com os leitores ao falar que eles iriam perguntar se A Queda dos Reinos teria um filme. Na verdade era essa a notícia. Ela confirmou, devido ao sucesso da série e ao apoio dos leitores e da editora Razorbill Books/Penguin Teen, que publica seus livros nos Estados Unidos, que teremos SEIS livros da série Falling Kingdoms!!!





Isso é ótimo!

Estou lendo A Primavera Rebelde e já estou louco pelo terceiro livro: A Ascensão das Trevas, que será lançado em dezembro, pelo selo Seguinte/Companhia das Letras aqui no Brasil. E pelo que vi, na mesma data em que será lançado nos E.U.A.


Muito legal isso!

Ao lado, a capa divulgada, segundo alguns blogs que sigo, pela editora Seguinte. E no topo uma montagem que fiz com as três capas em português. Não ficou muito boa por causa da resolução da terceira, mas é só uma prévia. Assim que tivermos uma imagem melhor eu atualizo a postagem!

 E como se não bastasse, Morgan Rhodes anunciou uma trilogia paralela/companheira A BOOK OF SPIRITS AND THIEVES (em tradução livre: Um Livro de Espíritos e Ladrões), que se passará no universo de Mítica, mas com um componente diferente: Parece que os personagens são de uma época contemporânea, que serão transportados para o reino mágico de Mítica!

Siga a página do Facebook da série e a página da autora. Lá você encontrará notícias em primeira mão.




Em primeira mão! Até agora não tinha visto essa notícia traduzida para o português!!!


Obrigado pela visita!
Volte sempre!


Fabiano Lobo

Aquisições e livros que ganhei




A lista de não lidos é essa. Mais livro ou menos livro, mas no total são esses que já adquiri ou ganhei e estão na fila para serem lidos.

Terror em cima, Fantasia Medieval no meio e Stephen King com suas loucuras em O Apanhador de Sonhos, embaixo.

Pro ano que vem quero ler pelo menos o primeiro livro de As Crônicas do Gelo e Fogo (só pra começar!) e O Senhor dos Anéis, além de continuar a série A Torre Negra do Stephen King.

Carrie, A Queda dos Reinos e os dois primeiros d'A Trilogia do Mago Negro já foram lidos. Agora é ler e ver se vale à pena comprar as continuações de Mago, Prince of Thorns, The Walking Dead e Bento.



E vocês? Já leram algum desses?
Comentem (sem spoilers!) o que acharam.



Happy Halloween!

Fabiano Lobo

22/10/2014

Carrie – A Estranha – Mês de Halloween

Majestoso!

                Foi essa a palavra com a qual descrevi pela primeira vez quando comecei a minha leitura. Logo nas primeiras páginas, já compreendendo o que tinha visto nos filmes (assisti a 2 adaptações para o cinema, a segunda e a mais recente). Stephen King já tinha tudo pra ser o fenômeno que é desde o início. Esse livro foi escrito em 1974, e chama a atenção pra um tema muito atual, o que hoje chamam de Bullying. Não vou entrar na discussão sobre o Bullying e o que ele pode causar, até porque todos sabemos do que se trata, mas achei o ponto de vista do autor muito à frente de seu tempo. Logo no prólogo ele conta de onde veio a ideia para escrever esse romance, e descobrimos que ele vivenciou algo parecido em sua época de infância, na escola.


Desde que comecei a ler livros do autor, notei certa diferença na escrita em alguns de seus livros. Bom, obviamente não li ainda o quanto queria ter lido, pois na minha contagem tenho apenas 4 (A Maldição do Cigano; A Torre Negra – 1 e 2; e Carrie). É interessante ver que ele consegue descrever a história por vários pontos de vista diferentes, e a forma como ele acrescenta os devaneios dos personagens ao corpo do texto narrativo é muito original, é única. Nesse livro em especial, Stephen King lança mão de várias descrições diferentes, com recortes de jornais, mensagens de rádio, artigos de revistas e livros imaginários, juntamente com depoimentos de personagens e, tudo isso sendo acrescentado à história principal, à narrativa principal em terceira pessoa, que descreve a forma como os fatos aconteceram. Eu achei algo interessante que desperta a curiosidade e dá um ar de suspense à história, aproximando-a da realidade. É mais ou menos a proposta do livro Drácula, do autor Bram Stoker, que descreve a história inteira através de cartas e diários dos personagens.

                Sobre a história em si, ela é muito mais completa do que a contada nos filmes (obviamente! Pois é sempre assim!), e é contada de uma forma genial, única, despertando o suspense e deixando o leitor intrigado com o que pode acontecer depois, mesmo sabendo do que se trata. Afinal, quem nunca ouviu falar do baile de formatura e da história de Carrie?

                Essa leitura é obrigatória para todos os fãs do King! Recomendo demais até mesmo para quem não tem costume de ler, já que o livro (pelo menos a versão que li) possui apenas 199 páginas.
                Carrie é uma personagem única e a mãe dela é vista em várias pessoas do nosso dia-a-dia. Os adolescentes que a perseguem são vistos nos valentões da escola e nas patricinhas que reparam em tudo. A história em si é intrigante e a esperança de que tudo dê certo no final estava sempre presente, mesmo eu sabendo que estava lendo um livro do Stephen King! Me identifiquei com Carrie e senti pena dela. É o tipo de história que acaba terminando do jeito que deve terminar mesmo. E por falar nisso, o desfecho do livro é impressionante, com as coisas acontecendo todas ao mesmo tempo, e sendo descritas com as ferramentas que o autor utiliza, geram mais suspense e admiração, pela genialidade com que tudo é entrelaçado e como tudo termina. Típico de uma história de terror. Típico do mestre Stephen King.

                Essa leitura deixou uma lacuna em minha vida que dificilmente será preenchida por outro livro. Algo do que os leitores chamam de Ressaca Literária. Não se compara a nada do que eu já tinha lido antes. Minha admiração por esse tipo de leitura cresce cada vez mais. Essa proposta de Mês de Halloween serviu pra intensificar minha admiração pela literatura fantástica e de terror. Minha estante tem cada vez mais e mais livros desse tipo.

                Agradeço a todos pelo carinho e por acompanharem o blog. Espero estar dando boas dicas de leitura e espero ver os comentários de vocês aqui nas postagens. Estarei sempre aqui pra responder todos com prontidão e sempre disponível para discussões acerca do tema. Um abraço a todos!





Fabiano Lobo

13/10/2014

Os Mortos Vivos - Mês de Halloween - The Walking Dead - A Ascensão do Governador


The Walking Dead - o seriado que me conquistou desde o primeiro episódio e que conseguiu me fazer (quase) odiá-lo a partir da quarta temporada. Agora resolvi arriscar uma olhada no primeiro livro da série, que busca apresentar um personagem único e polêmico do seriado - O Governador.

Sugestão: Desça até o fim da página e ouça o tema de abertura enquanto lê a postagem! Clique no primeiro vídeo.

Concordo com alguns comentários que vi sobre a ideia de contar outra história usando uma mídia diferente (os livros) ao invés de usar os quadrinhos (Hq's) e o seriado na Tv (da AMC). Eu acho interessante contar a história de jogos, como os seguidores do blog já devem ter visto meus comentários aqui, como Assassin's Creed e God Of War. Mas nesse caso, como dar aos fãs algo diferente? E pra quem já assistiu ao seriado, o que há de novo nos livros? E eis que aproveitam essa mídia diferente para atrair novos fãs e para firmar os fãs do seriado.

Nunca li as Hq's, mas sempre tive um apreço por essa temática, desde a infância (aproveitando a proximidade do dia das crianças!), quando assisti pela primeira vez A volta dos Mortos Vivos no Cinema em Casa - do SBT (inclusive quero encontrar depois o livro do Peter Straub sobre esse tema pra conhecer também). Depois com Resident Evil nos vídeo-games e filmes e agora com The Walking Dead, que apresenta uma atmosfera totalmente diferente e original dessa mesma temática.

Como sempre vou colocar a sinopse do livro aqui e vou evitar spoilers, pois acho que, assim como eu, as pessoas procuram as opiniões de blogueiros sobre os livros justamente porque estão interessados em comprar pra ler, e se num comentário meu tiver spoiler, é sacanagem!

"No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como "Vilão do ano", ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação. Originalmente, The Walking Dead é uma série de quadrinhos publicada desde 2003 e vencedora do Eisner Award. Em 2010, os quadrinhos foram adaptados para o seriado homônimo The Walking Dead já bateu diversos recordes de audiência nos Estados Unidos e foi finalista em várias categorias no 68º Golden Globe Awards, incluindo Melhor Série Dramática de TV."

Comentários: O livro começa com a história mais ou menos no início da praga, quando ficamos nos perguntando onde tudo começou e se isso vai ser revelado em algum momento. A família Blake (dois irmãos e uma menina), juntamente com dois amigos, saem em busca de sobrevivência. Saem à procura de um local onde dizem haver um campo de refugiados, acreditando serem apoiados pelo exército ou pelo governo. Isso me parece um clichê de filmes e histórias com essa temática, mas acaba sendo desenvolvido de outra forma.

O livro inteiro passa um ar de esperança, ao mesmo tempo que ficamos pensando que tudo está perdido e o fim chegou realmente. É uma mistura. O mistério deixa cada página e cada fim de capítulo mais emocionante. Os personagens únicos e bem trabalhados atiçam a curiosidade e pra quem já assistiu ao seriado, é um prato cheio pra tentar decifrar quem é quem e tentar absorver mais ainda da história.

É bem o que imaginamos que ocorreria se o apocalipse zumbi (Ooooh! O Apocalipse Zumbi!  ¬¬) realmente acontecesse. Pessoas saindo em busca de um local seguro, comida e uma vida "normal" em meio ao caos. Mas ainda assim, Robert Kirkman cria uma atmosfera diferente e única do que pensamos ser um clichê e um tema quase que totalmente explorado, e eu acabei entendendo o porquê de tanto sucesso. É genial.

A emoção é trabalhada a cada página, juntamente com o medo, o mistério e a curiosidade sendo atiçadas a cada palavra. É característico do gênero de terror, e eu adoro.

O final me surpreendeu muito! É característica minha ler ou assistir a um filme ou seriado e ficar tentando adivinhar o que acontece depois, e eu gosto muito quando a história me surpreende e eu fico pensando - como eu não pude pensar nisso antes? - e é isso que aconteceu. Lá pela página 300 eu fiquei um pouco entediado com a história, achando que não se desenvolvia, e até achando que tudo talvez tivesse sido resolvido e tal, mas é aí que a mágica acontece. Nas últimas páginas você ver tudo acontecendo e se formando, e começar a entender o porquê disso ou o porquê daquilo. Foi muito emocionante! E é por isso que eu gosto muito de ler o gênero terror. Ele me atiça a curiosidade, me causa medo, até tenho alguns pesadelos às vezes, mas era por isso que eu assistia aos filmes de terror no Cine Trash da Band quando era criança (e a nostalgia se faz presente em cada citação desse meu texto!), e eu creio que é por isso que quem ama o gênero terror não consegue desgrudar desse tipo de livro. É por isso que li O Exorcista, Drácula (Bram Stoker), A Maldição do Cigano e continuo procurando livros desse tipo.

Recomendo a leitura de The Walking Dead. Recomendo a leitura completa, pois sempre que acho que um livro começa a "enrolar" muito, leio até o final, pois acredito que nas últimas páginas algo de surpreendente acontecerá. Falei mais do gênero terror e dos mortos vivos do que do livro em si, mas é bem essa a proposta desses meus comentários no blog: abranger mais do que um livro, um filme, um seriado - tentando juntar várias experiências e opiniões em buscar realmente entender o significado dessas histórias, e as emoções que elas nos causam.

Abaixo, duas versões do tema de abertura do seriado e uma versão estendida de 10 horas. Essa é uma das músicas mais marcantes que já vi. Um verdadeiro espetáculo e simplesmente tudo a ver com a proposta de Robert Kirkman.




Aproveitem a semana do saco cheio!
Me dei o desafio de ler só terror nesse mês de outubro. Estão me esperando aqui, nada mais nada menos que Carrie, A Estranha - de Stephen King, Bento - do André Vianco e Sangue de Lobo - de Helena Gomes e Rosana Rios, além de mais um conto de H. P. Lovecraft numa coletânea da editora Martin Claret.

Obrigado a todos que seguem o blog!



Fabiano Lobo